semtelhas @ 12:40

Sex, 27/02/15

 

Doc vive nos alucinados anos sessenta nos EUA, e é uma espécie de mistura certa entre alma boa e iluminada, também ele completamente mergulhado no mundo de drogas mais ou menos psicadélicas que naquele tempo eram o "pão nosso de cada dia". Detetive privado exerce um enorme fascínio sobre todos os que o rodeiam graças à sua bondade intríseca e rara, então como agora e sempre, diferença substâncial para todos os outros no mundo onde se movimenta, desde logo porque nada ingénuo, enquanto aqueles, se não eivados de uma certa ingenuidade quando comparados com os similares personagens de hoje, eram seguramente  igualmente maus, produzidos, ricos e poderosos, bem como de toda a fauna que costuma andar em volta destes predadores, desde polícias, prostitutas e bandidos de todo género. Uma ave rara.

 

Agora imagine-se que tudo isto é relatado sob o ponto de vista da musa do heroi da história, a maior entre toda uma série delas que "lhe vão comer à mão", como toda a gente aliás. Então o que resulta é uma série de diálogos onde o fantástico, o brilhantismo, o génio, andam por ali à solta do princípio ao fim. Como ainda por cima alguém teve a ousadia de tentar passar esta torrente caótica e plena de genialidade para o cinema, é-nos dada a possibilidade de durante mais de duas horas pura e simplesmente sair daqui para fora e vaguear por uma universo paralelo onde o absurdo, a cor, o humor, o inesperado, a beleza, a podridão, o abuso, o sonho, numa palavra, a vida, desfilam perante o nosso olhar atónito, também ele alucinado até porque apropriadamente embalado por uma banda sonora à altura. Fellini não faria melhor, então se pensarmos nos rostos escolhidos e na forma como são filmados... Tal como os livros de Thomas Pynchon, também este filme, e alguns outros, de Paul Thomas Anderson é, ele próprio, um "Vício Intrínseco".

 

 

 

 


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"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
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