semtelhas @ 12:42

Qua, 30/04/14

 

Por estes dias em que a tortura pela alienação e pela chantagem emocional atinge uma sofisticação que lhe permite chegar práticamente a toda a gente, e num registo avassalador a ponto das sequelas que deixa, demonstrável das mais diversas formas, violência, suicídio, retrocesso civilizacional, mas sobretudo doenças do foro psicológico grande parte delas evoluindo para a degradação do corpo, como o provam o crescente recurso a fármacos e o alarmante disparar de casos de cancro, o exercicío físico e mental assumem uma importância absolutamente decisiva na defesa da sanidade de cada um.

 

Quando não pertencendo a essa escassa espécie de casta de previligiados, únicos, e mesmo assim nem sempre, que escapam ao verdadeiro rolo compressor em que se tornou a vida do comum dos mortais nesta chamada sociedade de consumo, onde o sucesso das pessoas se mede não pelo que são mas pelo que possuem, um esquema diabólico  e magistralmente montado, autêntica ratoeira, onde a competição desenfreada a qualquer preço autoriza o cometimento de todo o tipo de atropelos, pensar pela própria cabeça é um exercício extremamente complicado mas, desgraçadamente, exclusiva vacina para essa doença dos nossos dias que é a aparente fatalidade de encarneirar e fazer parte da obediente manada.

 

A partir do exato momento em que se começa a questionar o caminho para onde somos conduzidos ou empurrados, conforme o nosso grau de obediência ou docilidade, imediatamente se abrem novos horizontes e se dissipam as núvens negras, que tão laboriosamente foram arquitetadas para que corramos a fazer o que quem nos domina como marionetas deseja, com o objetivo da sua própria libertação à custa do penar dos outros. Inacreditável é como sendo este um processo filosófico quase tão antigo quanto a humanidade, pelo menos desde que há registos, recorrentemente ao longo da sua história os mais espertos continuem a utilizar rigorosamente os mesmos truques, só mudam os meios.

 

Nesta eterna luta entre a educação e a ignorância a informação é absolutamenet vital, e nestes tempos em que a mesma, torrencial, está à distância de um clique, o maior perigo é precisamente o da sua vulgarização, ser tanta que se torna confusa e banal, o que resulta numa leitura superficial e quase nula retenção para além, e lá vamos nós, daquilo que mais interessa ao poder instítuido vender. Hoje é essencial ter critério a escolher a informação porque, não hajam ilusões, esta já está completamente ao serviço dos mesmos de sempre para, por outras vias, continuarem a ditar as suas leis.

 

Claro que é melhor muita informação que informação nenhuma, mas os riscos dela ser manietada e maldosamente transmitida é o pão nosso de cada dia. A solução, hoje como ontem, é a dúvida sistemática e o recurso à cultura nas suas diversas formas de expressão, mas também neste caso após escolha criteriosa, caso contrário é continuar a dar para o mesmo peditório. Ocorreu-me este raciocínio depois de mais uma caminhada, a outra parte fundamental para resistir, no início da qual estava mais morto que vivo, estive até para não a fazer, entupido, zonzo, com dores aqui e ali, e ao fim de seis quilómetros e uma hora decorrida com uma dúzia de alongamentos pelo meio, sentia-me completamente rejuvenescido. Vale a pena insistir e aproveitar aquela hora diária para pôr as ideias e o fisíco em ordem. Resulta!

 


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"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
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