semtelhas @ 14:51

Sex, 28/03/14

 

Por estes dias vamos ansiosamente esperando pelas decisões do Tribunal Constitucional que irão ditar novos, indispensáveis, mas evitáveis sacrifícos não fossem as já habituais maldades praticadas pelos juízes daquele malfadado tribunal, perigosos praticantes de um esquerdismo que nos há-de conduzir à desgraça, continua a ser dirimida por toda a gente, agora inclusivé por dezenas de afamados estrangeiros, e por todo o lado, ele é em seminários, congressos, encontros, reuniões, televisões, jornais, revistas, mesas do café, e na cozinha lá de casa, da bondade ou não da política de austeridade, do abandono ou não do euro. Enquanto tudo isto vai alegrando a nossa existência, o país dito real lá vai andando como diz o povo e, volta e meia, misturadas na incontrolável torrente de notícias que diáriamente nos confunde, e haverá de sufocar no vómito da náusea que crescentemente provoca, surgem uns quantos dados aparente e surpreendentemente ainda indesmentíveis (?!?!) que uns quantos subversivos andam para aí a espalhar, e que em nada ajudam, a acreditar no que anunciam aos quatro ventos as eminências do poder por esse mundo fora, o fantástico desempenho de Coelho, Portas e Cª (e alguém de boa fé pode afirmar que para as idiossincrasias portuguesas haveria melhor solução?). A saber:

 

- Salário médio mais baixo de entre os países utilizadores do euro

- País em que mais aumentou a diferença de rendimentos entre ricos e pobres

- Com maior incremento nas custos de saúde

- O mais alto abandono escolar entre os países da zona euro

- Crescente diminuição nos apoios à educação

- País onde menos se lê

- Dos que onde mais se vê televisão

- Onde menos desporto se pratica

- Com mais jornais desportivos em função do número de habitantes

- Com das mais altas taxas de utilização de telemóveis

- Com maior indíce de penetração de novidades em comunicação

- O mais baixo grau de literacia da zona euro

- Com maior numero de telenovelas em exibição

- Onde mais reality shows são exibidos em função da audiência potencial

- Onde menos se vai ao cinema e ao teatro

- Maior indíce de veículos tipo jipe nas cidades

- Dos maiores indices de carros de luxo

- Pior oferta de camas para cuidados paliativos

- Das mais elevadas cargas fiscais

- O mais baixo salário mínimo da zona euro

- Com a mais elevada taxa de recurso a antidepressivos

- Das mais elevadas taxas de pobreza e a crescer

 

Portugal faz lembrar aquela máxima utilizada nas equipas de futebol, como não se pode mudar a equipa toda muda-se de treinador, e muda-se de treinador, e muda-se de treinador...

 

Há aqui qualquer coisa mal que não está bem! Ou o clube ao qual pertencemos é muito rico, ou nós seremos sempre muito pobres, ou então estamos no clube errado e temos que ser comparados e competir com gente mais parecida connosco! É tudo uma questão de expectativas! Caso Portugal fizesse parte do continente africano, afinal o que dele nos separa são meia dúzia de escassos quilómetros!, éramos uma superpotência, os nossos governantes estrelas objeto de aprofundados estudos nas mais renomadas universidades, e um povo com níveis de autoestima elevadíssima a ponto de dispensar antidepressivos. Para grandes males grandes remédios! Costuma dizer-se que não se pode escolher a família mas a questão é, qual a nossa verdadeira família? Não somos já o povo mais negro da europa? Qual é o único país que dá alguma luta aos corredores africanos de fundo e meiofundo? Abaixo a UE, viva a OUA! 


direto ao assunto:

"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
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