semtelhas @ 12:53

Sab, 19/04/14

 

A ministra das finanças veio anunciar a possibilidade de taxar mais os produtos prejudiciais à saúde com excesso de açucar e sal e, quase imediatamente, o seu colega da economia correu a práticamente desmenti-la alegando que tal assunto nunca foi sequer aflorado pelo governo, enquanto, no mesmo dia, o da saúde vinha afirmar que o assunto está em estudo.

 

Dispensando qualquer inutil reflexão sobre as sucessivas contradições entre pessoas supostamente alinhadas no mesmo sentido, o do bem comum dos cidadãos que para isso os elegeram, por já tão repetidas, escandalosamente negadas, ou arrogante e olímpicamente disfarçadas, cingindo-me à substância do problema, é de notar que este já tem barbas em alguns países alguns anosluz à frente de Portugal na discussão pública destas matérias.

 

Quando ainda no tempo da II Grande Guerra a questão se pôs relativamente à ingestão, pela parte dos militares dos EUA, de doses industrais de produtos gordos, nomeadamente provenientes de carne de porco, inclusivé da banha do dito!, as empresas que produziam tais produtos vieram, numa primeira fase negar que esse tipo de alimentação fosse responsável por um inaudito número de mortes relacionadas com a presença excessiva de gordura no sangue, mas depois, paulatinamente, foram substítuindo aqueles por outros agora muito mais ricos em açucares e sal, como por exemplo as conhecidas barras energéticas de cereais ou chocolate.

 

Hoje, decorridas algumas décadas, o uso deste tipo de alimentos generalizou-se, bem assim como as doenças a eles associadas, em especial a obesidade e consequente, problema maior, diabetes, agora também a vulgarizar-se em crianças com menos de dez anos! Como sempre as grandes companhias produtoras destes venenos que intoxicam o mundo inteiro, Mc Donald's, ou Coca Cola, vieram afirmar que não, que as crianças são gordas mas é porque não fazem exercício, quando, na realidade, não fazem exercício porque são gordas... e continuando a criar e promovendo massivamente o consumo destes alimentos em doses que não param de aumentar de dimensão. Chega a ser obsceno o tamanho de alguns pacotes de pipocas ou bebidas doces.

 

Portanto nada de novo nesta discussão caseira onde, muito mais que os interesse do comum dos mortais, está em cima da mesa a defesa dos interesses dos donos do capital. Tudo feito em nome, claro está, da proteção de quem cria postos de trabalho, a renovada panaceia para a imposição de todo o género de abusos sobre os mais frágeis. Não seria muito mais rentável para as contas do país o que se pouparia em gastos com a saúde, do que o suposto e muito falível como o prova a história recente, benefício que os portugueses vão tirar com a hipotética criação de novos empregos nestas indústrias de lento e dissimulado assassínio em massa? 


direto ao assunto:

"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
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