semtelhas @ 11:42

Ter, 23/10/12

 

Bochechas, só os burros não mudam (está tudo explicado); Flopes, vou andar por aí (nem por isso); e, mãe de todas as doutrinas, pai de todos os pensamentos, capitão Moura, mamei, confesso que mamei.

 

   PRÓS & CONTRAS  

 

Ía vendo o Prós e Contras e as orelhas cresciam a um ritmo preocupante. Com que direito tinha escrito que se deve perder as ilusões de poder escrever algo interessante? E não foram os ilustres que para isso me chamaram a atenção, apesar de ter gostado de ver o meu tripeiro conterrâneo Vasco Graça Moura, a perder vaidade à medida que vai desaparecendo na cadeira (qualquer dia está debaixo da mesa), confirmado o entusiasmo de Pinto do Amaral que já tinha sentido nuns poemas e numa prosinha, gostado do brilhantismo de Nuno Crato, que sempre constatei nas suas crónicas no Expresso, o qual, aliás, por vezes o cega, como se viu no espanto que exibiu perante uma questão aparentemente óbvia (imagino as vezes que deve acontecer ao seu colega Gaspar), e muito apreciado o voluntarismo de Daniel Sampaio na proteção dos mais frágeis, não obstante a incontinência verbal (deve ser de familia) que por vezes prejudica os seus raciocínios e mesmo a sua imagem.

 

Foi a vontade, sinceridade e coragem dos jovens presentes que me fez perceber que ninguém tem o direito de os dissuadir dos seus sonhos. Que me perdoem, é o cinismo do pós cinquenta a falar. Um deles, Maria João, a estrela do programa, deu uma lição de empenho, maturidade e, repito, coragem, raras para aquelas circunstâncias, e que deve fazer corar de vergonha os velhos do restelo, entre os quais tristemente me incluí. Penso que conseguiu passar esse positivismo para toda a gente, sendo que o ministro parecia o mais convencido após um curto período em que, qual pugilista, pareceu ficar grogue após um certeiro direto atirado pela estudante.

 

Não sou dos que acreditam que o talento se constroi na base dos oitenta de transpiração para vinte de inspiração, penso que tem que haver algo de intrínseco, pelo menos no caso dos mais brilhantes. Mas também devo admitir que estas são fronteiras que sendo difíceis de definir, na verdade, onde está o interesse em traçá-las? O prazer está na procura, feita com entusiasmo e empenho, mas também com sincera vontade. Depois logo se vê.

 

Concluo como comecei, citando e procurando cumprir os caseiros filósofos: errei, confesso que errei, mas, só os burros não mudam, portanto também eu, apesar de tudo, vou andar por aí, à procura.


direto ao assunto:

"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
procurar
 
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