semtelhas @ 13:05

Ter, 28/08/12

Há medida que vou ficando mais velho e acumulando mais informação, mais me vou apercebendo que excluindo os diferentes níveis de educação e cultura, as várias formas como as sociedades humanas se comportam, no essencial, se repetem.

 

Todos temos óbviamente um papel a cumprir neste "teatro de guerra" para que as coisas vão fluindo graças a um equilibrio, mais, ou menos precário, que a natureza, para não entrar noutros menos prováveis e, por isso, mais tortuosos caminhos, se encarrega de "pôr nos eixos".

 

Para o bem e para o mal, a grande e esmagadora maioria de nós tem um papel passivo no processo. Teria mesmo que ser assim. É toda aquela imensa massa  (pouco ou nada) crítica que justifica e faz funcionar a máquina. Para todo o qualquer efeito, no fim, é realmente e sempre olhada no seu todo, avaliada pelo seu peso e não pelas suas características, pela quantidade e nunca pela qualidade. Independentemente do estado de evolução, (no sentido mais vasto do termo "tecnológico") da sociedade em análise, é sempre encarado como apetecível por quem a dirige. Só mudam os processos. 

 

Há depois um conjunto infinitamente mais restrito de pessoas que estão numa espécie de limbo. Pelas mais diversas razões, capacidades intrínsecas, educação, incapacidades fisícas, etc., já vislumbraram, ou perceberam mesmo as regras do jogo mas, pelas tais idiossincrasias, normalmente a sua vida é consumida nessa espécie de estado intermédio. Acredito serem as mais sacrificadas desde logo porque usadas e abusadas quer pela exigências das pessoas enquanto grupo, seja ele de que tipo fôr, quer pelo poder dominante, quer, sobretudo, pela indefinição na  qual a sua existência acaba por se tornar, penalizando-se a si próprias por serem incapazes de assumir uma posição clara perante a vida, ou seja perante os outros e especialmente sobre si próprios. Acaba por se tornar numa questão de confiança, ou falta dela, própria ou alheia, pelo fraco sentimento de pertença a esta ou aquela situação social.

 

Sobram aqueles que traçam o destino de todos nós. Os escassos eleitos que para o pior e para o melhor tomam as decisões que realmente contam. Os que detêm o poder. Todos os poderes. Político, económico, cientifíco, artístico. Neste como nos dois casos anteriores há os mais diversos tipos de pessoas, colar-lhes um rótulo é sempre redutor, porque muito discutível, extremamente falível, infinitamente duvidoso vindo, como sempre e fatalmente vem, de um semelhante.

 

Ainda assim, prova paradigmática e também estigma, da minha condição humana, não resisto há tentação de colocar acima de todos, neste último grupo, dos eleitos, aqueles que conseguem libertar-se de todo o ódio, de toda a ira, de toda a inveja, que aprenderam a respirar bem fundo e tranquilamente, que se libertaram de todos os medos, que aprenderam a aceitar as contrariedades como fazendo parte do processo, alcançando assim um estado misto, de harmonia consigo próprios e com os outros, e de disponibilidade para colaborar ativamente no bem estar comum o que lhes dá um sentido à vida. Felizardos!


direto ao assunto:

"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
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