semtelhas @ 13:43

Qua, 15/08/12

Religiosas, amorosas, clubísticas, politícas...

 

Anos a fio lá íam à Senhora da Saúde, nos Carvalhos. Em cumprimento de uma promessa feita aquando de um problema de saúde de infância da minha mãe. Esta brincando com a dela, minha avó, é desta que vamos a pé? Parece que estou a vê-la, virada para o altissímo, à semelhança do que fazia com uma das cinco filhas na volta do talho, arremessando o desgraçado do bife contra os azulejos da parede da cozinha, isto é duro como cornos! leva-o para trás e diz ao Neca que pago carne tenra. Talvez algo mais comedida, quando prometi não disse se ía a pé, de autocarro ou de comboio! Todos nos ríamos. Sempre pragmática só interrompeu a viagem anual quando deixou de se poder deslocar.

 

Promessas de amor eterno são quase tantas quanto as respetivas, e mais umas quantas, traições. Algumas bem célebres. Estou a lembrar-me da Carmen, a de Sevilha. Quem podia acreditar que aquilo não ía ser para sempre? Bastaram umas quantas horas e um formoso, charmoso, garboso, fogoso, e outros osos toureiro, para que alguém se sentisse com os ditos enfeitado. Esta pecadora acabou depressa e mal, o que é raro. Se a coisa se generalizasse a população diminuíria drásticamente.

 

Eu não queria...mas tenho que referir aquele clube que todos os anos promete este mundo e o outro, e depois é o que se sabe. Nos últimos vinte anos ganhou três campeonatos, dos que realmente contam, enquanto os outros, os tais que andam sempre pelos cantitos das primeiras páginas, esmagados pelas gigantescas parangonas a anúnciar preocupante diarreia do supermagnifíco ultragalático candidato a suplente, ou a megafabo(u)lástica maior contratação da história, ganharam catorze! Curiosa e muifelizmente neste caso, o crime do não cumprimento parece compensar. Gostosos mistérios.

 

Aos politícos é que ninguém ganha! São tantos e tão eloquentes os exemplos das facadas nas costas do prometido por essa galdéria promessa, que me vou ficar por uma das mais recentes. Quando alguém disse que o malvado do Sócrates ía meter-nos a mão no bolso via subsídio de natal, foi ver o nosso atual primeiro, indignar-se veementemente e, perante as câmaras da televisão clamar, são sagrados os direitos adquiridos, ai de quem não os respeite, nunca ninguém batera tão fundo!, etc., etc., isto só porque se constou! E não é que decorridos dois ou três meses o homem passou olímpicamente por cima de tudo isso!!!? e ainda muito mais? Têm costas largas as alegadas "surpresas" perante a dita "situação real". Diz-se que, por vezes, os fins justificam os meios, mas havia necessidade de mentir tão descaradamente? Quem assim é capaz de o fazer não semeia fundas dúvidas aquando de futuras promessas? Ou já vale tudo menos tirar olhos?

 

De promessas está o inferno cheio, reza o povo e comprova-o a realidade. É como diz aquela canção italiana, parole, parole, parole...

 


direto ao assunto:

"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
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