semtelhas @ 11:52

Dom, 29/07/12

Clint Eastwood e Kevin Costner, juntos em Mundo Perfeito, realizado pelo primeiro.

 

 

Rever, quase vinte anos depois, um dos mais bonitos filmes do veterano ator/realizador norte americano, que escolheu como protagonista outro que tal, ainda que mais recente e atualmente desaparecido do topo das noticías, trouxe-me imensas memórias.

 

Kevin Costner é aquele tipo de ator com tão marcado perfil e postura de herói, mesmo quando faz de anti-herói como em Mundo Perfeito, que o levou a dar uma espessura tremenda às várias personagens que foi interpretando. Robin Wood, JFK, Wyat Earp, entre outros menos conhecidos mas igualmente reconhecidos pelo público, The Postman, Bodyguard, Os intocáveis. Dois filmes marcaram decisiva e inversamente a sua carreira, Danças com Lobos e Waterworld, os quais protagonizou, dirigiu e produziu. O primeiro deu-lhe duas mãos cheias de óscars e o segundo esgotou-lhe a conta bancária. Se o primeiro se tratou de um superfilme, perfeito quase sobre todos os pontos de vista, já o segundo está muito londe de merecer a receção que teve, muito abaixo das expetativas. O seu pecado terá sido estar francamente à frente do seu tempo.

 

Clint Eastwood é uma lenda viva do cinema mundial. São tantos e tão notáveis os filmes interpretados e realizados por este génio da sétima arte, que é dificíl destacar seja o que fôr. A sua vastissíma carreira divide-se básicamente em duas fases, enquanto ator e depois realizador/ator (também produziu muitos dos seus filmes). Mais ou menos coincidentemente  com estes períodos surge uma espécie de mudança no olhar de Eastwood sobre o que o rodeia e, consequentemente, na escolhas que faz como resposta às questões que coloca nos argumentos com que trabalha, originais ou adaptados. Da primeira fase distingue-se claramente a saga Dirty Harry(Harry Callahan), uma sucessão de fitas nas quais defende uma atitude muito dura, mesmo violenta, do policía que é sobre os malfeitores, omnipresente e exclusivo inimigo de sempre. A segunda iniciar-se-á com O Imperdoável, quando na verdade a questão do perdão se começa a colocar. As pontes de Madison County, Mystic River, Million Dollar Baby, As Cartas de Iwo Jima ou Grand Torino, são obras de arte intemporais pelas matérias que abordam, e sobretudo pela forma magistral como o fazem.

 

Curioso é pensar como estes dois homens estão tão longe da escola italo-americana de Scorsece, Copolla, De Niro, Al Pacino, etc.. Onde nestes há a ancestral sabedoria europeia, naqueles sobressai a frontalidade e coragem dos duros, próprias de uma nação jovem, feita por emigrantes e à lei da bala. Tão diferentes e tão iguais em brilhantismo e talento.


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"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
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