semtelhas @ 11:56

Sab, 28/07/12

Tantas vezes incorretamente utilizado para classificar algumas obras, nunca veio tão a propósito como adjetivo para o desempenho de Jack Black no filme, Morre e Deixa-me em Paz.

 

 

Apesar de tudo ainda há muita gente que escolhe o filme pelo título. Deve ter sido por isso, como em tantas outras ocasiões, que a entidade responsável pelos nomes atribuídos em Portugal escolheu este em troca do original, Bernie. Primeiro indicía a conta em que têm os espetadores portugueses, preferem assistir a idiotias para rirem alarvemente, segundo, neste caso os idiotas são aqueles que conseguem intitular um filme passando uma ideia diametralmente oposta ao que nele é retratado. Isto de partir do princípio que os outros são mais burros que nós nunca deu resultado. Acredito que também neste caso isso se irá verificar.

 

Claro que a presença de Jack Black ajudou a cair na tentação. Ator normalmente ligado a comédias leves onde costuma desempenhar papeis mais ou menos apalhaçados. Esse é o engodo utilizado, mas que irá resultar numa espécie de "tiro saído pela culatra", já que aqui a personagem é essencialmente dramática. Estão a vender lebre por gato.

 

Desde Tootsie (Dustin Hoffman), ou Mrs Doubtfire (Robin Williams), que não assistia a um desempenho ao mesmo tempo contido e exuberante, mas sempre seguro, a roçar a perfeição, de uma personagem que se movimenta entre a necessidade de exteriorizar um determinado estado de alma quando a realidade intrínseca é bem diferente. A partir de uma estória baseada em factos reais, parte das pessoas que inspiraram o filme ainda vivem e tivémos o possibilidade de as ver no trailler final, toda a fita gira à volta da personagem de Jack Black, que é o filme, mas também plena de excelentes monólogos e diálogos, tendo por fundo bonitas imagens profundamente americanas, numa viagem que também nos ajuda a perceber um pouco melhor como aquela sociedade mais do interior dos EU funciona.

 

Ao contrário do que nos querem vender, passámos noventa minutos pregados ao écran, não tanto pelas diabruras de um palhaço, mas reféns da grande dose de humanidade que aqueles costumam possuír.


direto ao assunto:

"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
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