semtelhas @ 12:27

Seg, 23/07/12

Fiel Companheiro é mais um daqueles filmes que parecendo escolherem o caminho da sedução fácil, acabam por deixar em nós um rasto dificíl de apagar.

 

 

Não sei se tem a ver com o avançar da idade ou de qualquer idiossincrática questão, a verdade é que últimamente dou comigo a ter vontade de ir ver filmes, e mais surpreendente ainda, a apreciá-los, que não há muito tempo recusaria por considerar puras perdas de tempo, pela opção que fariam de escolhas óbvias, mais preocupadas em ganhar muito dinheiro nas bilheteiras, do que em qualquer raciocínio minimamente sério fosse sobre o que fosse.

 

Penso que o motivo para tal alteração, como em muitas outras coisas, se trata de uma questão de maturidade, no sentido do que esta nos acrescenta em tolerância por troca com algum fundamentalismo que descobrimos inconsequente, porque normalmente de dificíl sustentação, por vezes até ridículo e sempre consumidor de energias que podem ser muito melhor aproveitadas.

 

Já tinha acontecido recentemente com, Companheiros Inseparáveis, A Pesca do Salmão no Íemen, e agora com este Fiel Companheiro ( Darling Companion, no original).

 

Qualquer deles tem em comum aquele tripé indispensável para que não caiam na vulgaridade e tenham sucesso, bom argumento, excelentes atores e imagens atrativas. Mas o mais importante é a sensação que nos fica de termos acrescentado algo ao nosso olhar sobre a vida. Provávelmente o que está a acontecer é a máquina que está por trás desta indústria ter descoberto, finalmente, o melhor de dois mundos, transmitir ideias construtivas, positivas, mas também de dificíl alcance, de forma agradável, recusando aquela muito enraízada noção de que tal só é possível percorrendo os árduos caminhos de um realismo pungente.

 

Procurar um cão perdido algures na floresta, que tinha surgido na vida das pessoas para preencher um vazio e, durante essa longa, fatigante e plena de episódios tarefa, um conjunto de pessoas encontrar-se, primeiro cada uma delas consigo próprias e depois umas com as outras, pode ser uma super reduzida sinopse duma estória contada em noventa minutos francamente bem passados e, aqui reside a feliz novidade, durante os quais podemos vislumbrar algumas pistas bem interessantes como alternativas para enfrentar um, mais, ou menos, sofisticado, ou doloroso, ou monótomo, ou... dia a dia.

 

 


direto ao assunto:

"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
procurar
 
comentários recentes
Pedro Proença como presidente da Liga de Clubes er...
Este mercado de transferências de futebol tem sido...
O Benfica está mesmo confiante! Ou isso ou o campe...
Goste-se ou não, Pinto da Costa é um nome que fica...
A relação entre Florentino Perez e Ronaldo já deve...
tmn - meo - PT"Os pôdres do Zé Zeinal"https://6haz...
A azia de Blatter deve ser mais que muita, ninguém...
experiências
2018:

 J F M A M J J A S O N D


2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


mais sobre mim