cores da lua @ 19:32

Sab, 30/06/12

Hoje, manhã cedo, sabia o que levava comigo, à saída de casa, mas não imaginava o que traria no regresso - um pedaço de felicidade!

Hoje: a inauguração. Um dos meus amigos – inspirado por um pontapé no cú, seguiu em frente - abriu as portas ao seu novo projecto – Bike O`Clock.

Manhã cedo, fui lá: de coração largo. Entreguei-lhe: um sorriso, um beijo, amizade e simpatia. – Confio-te os meus tesouros; sei, guardá-los-ás junto dos teus.

Fácil se advinha o assunto do negócio: bicicletas e, todo um imaginário de complementos criados por gente que domina o tema. Energia; muita energia positiva, recebi de volta, naquele espaço. Os modelos: brilhos nos olhos dos primeiros curiosos que visitavam o Bike O`Clock. Entre brilhos e encantos, o meu olhar deteve-se num modelo: Night Owl. Ela, a bicicleta, permaneceu imóvel, eu, hibernei em memórias:

 

- Vais demorar?

- Não, daqui a pouco a tia leva-me para casa, porquê?

- Por nada; mas não demores, anda logo que possas.

15 minutos depois: nos meus olhos ardiam brilhos de azul meia-noite. Linda; 

fantástica; guiador altíssimo; acento com encosto; e, imagine-se: uma caixa chamada: mudanças. Comparo-a, hoje, a uma harley-davidson sem motor; a minha bicicleta, o mais belo objecto de prazer de toda a minha adolescência.

Desde aquele dia, unidas na alegria e na dor - separadas pela vida.

Eu, a Miguel, o meu irmão, o Chico e outro que esqueci o nome, partilhamos em aventura todos os segundos, horas e anos, que esta idade – efusivamente -   nos concedeu.

.- Amanhã há mesma hora? -Sim.

Das 2 às 7; rolávamos sobre sonhos e escrevíamos a nossa estória, muitas vezes com dor, sobre asfalto. A meio da tarde, lanche de sobrevivência: limonada, pão com marmelada e fruta; lambuzávamo-nos nos bancos do jardim Valverde. A certa altura, onde hoje está parte da VCI, decidimos explorar os montes: experimentei um trambolhão muito, mesmo muito, feio. Ah! Mas a bicicleta – o mais importante – continuava linda!

.- Amanhã há mesma hora? -Sim

Naquele dia: apareceu mais alguém. O Manuel, rapaz de poucas falas, gracioso e hábil, no alto do seu selim. Segundos, horas, semanas. Ao contrário dos meus amigos, que o aceitaram com desconfiança, eu, reescrevi a minha lista das coisas importantes: 1º- o Deus Grego: Manuel; 2º - a bicicleta.

.- Amanhã há mesma hora? -Sim, Manuel.

 

Ela permaneceu lá, eu regressei - rolando sobre o meu pedaço de felicidade!

 

 



"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
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