semtelhas @ 12:45

Ter, 29/05/12

Vénus - Botticelli

 

Hoje como ontem, cada vez mais importantes na minha, nas nossas vidas, as mulheres. Segundo estudos relativamente recentes, uma pesquisa feita ao longo de anos, conclui que o cromossoma y tende a desaparecer. Significa que a tendência é para o dominio do cromossoma x, que define o feminino, pelo menos seguindo as interpretações correntes nesta matéria. As palavras andróginos ou hermafroditas ganham outra dimensão.

 

Uma vez desperto pela noticía, não me foi dificíl reparar como ela é fácilmente demonstrável no dia a dia. Basta deixarmo-nos ficar parados à porta de uma qualquer escola, onde, dado estarmos na presença de jovens, o facto é mais visível.

 

Nas gerações mais velhas é notória a cada vez maior presença de mulheres em posições de quem toma decisões, que tem o poder. Para além da natural evolução, e ainda não tomando em linha de conta o estudo referido, parece-me que a cada vez maior ausência da força fisíca na atividade humana, estão aí as máquinas para o fazer, mesmo na guerra, será decisiva para esta transferência da responsabilidade de quem é mais dotado de poder fisíco para quem o é mentalmente. Refiro-me a resiliência, tolerância, ponderação, paciência e capacidade de sofrimento. Se a estas juntarmos as mais específicamente qualidades femininas, beleza, sensibilidade, sagacidade e intrinseca capacidade de sedução, e deduzida a referida cada vez menor necessidade de recorrer à força, então ficam claras as razões desta mudança.

 

Apesar de tudo são ainda notórias as marcas deixadas por uma sociedade que sempre menorizou as mulheres. O mais lamentável é a constatação que em muitos casos, nomeadamente em atividades em que a  comparação entre os desempenhos de ambos os sexos é mais fácil, por exemplo a condução de um automóvel, a óbvia insegurança de muitas delas, não sendo mais que o inevitável reflexo de gerações de perseguição, acabe por ser autoassumida como uma incapacidade natural (?), de género, pior ainda aproveitada para a manutenção de uma certa inércia. Exemplo comezinho mas demonstrativo de outras realidades bem mais importantes.

 

Outra das abordagens redutoras porque completamente ultrapassadas, estão aí os que vivem nas sociedades mais desenvolvidas para provar que a questão cultural é decisiva, tem haver com o desempenho sexual, no que à liderança do mesmo, em todas as suas vertentes, diz respeito, e à influência que tal teria sobre tudo o resto. Uma visão Freudiana já há muito posta em causa e, face ao estudo referido, completamente esmagada.

 

Voltando ao princípio fica a interrogação, nesta como em muitas outras matérias, qual será a ordem dos fatores, o cromossoma y tende a desaparecer em função do sentido em que a sociedade foi  evoluíndo ou, pelo contrário, evoluímos neste sentido porque o corpo humano já tendia para que o cromossoma x viesse a dominar? Faz toda a diferença. Tanta quanto se o universo influência o homem ou este é que é o universo, no sentido que a forma como o vê e explica está indissociávelmente ligado à sua absoluta incapacidade de ver e abarcar o todo, seja lá isso o que fôr. A galinha ou o ovo? 


direto ao assunto:

"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
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