semtelhas @ 14:14

Seg, 28/05/12

A SIC e a TVI correm o risco de vir a ser responsabilizadas por graves problemas de saúde da população, desde nevrites nos dedos das mãos, tal é a frequência com que se passa de um canal para o outro, até às graves consequências que podem resultar da discórdia entre os membros das familias, quanto ao tempo de antena a dar a cada um dos canais ao domingo à noite.

 

Enquanto no palco vão desfilando os "artistas", que é suposto cantarem, o que, em abono da verdade, alguns conseguem fazer, o verdadeiro espetáculo vai-se desenrolando através do desempenho dos apresentadores e, especialmente, do júri. Isto de valorizarmos mais o acessório que o essencial é muito comum entre nós, e, a prová-lo, cá vai disto.

 

As inteligências da TVI, mais de acordo com espetáculo, mais popular, as da SIC querem-se mais elitistas, querem entreter mas também, dizem, formar. A diferença começa logo nos apresentadores, num, dois jovens, ela muito bonita e simpática, ele brincalhão e confiante, ambos em claro sobaproveitamento logo, algo desligados daquilo tudo, no outro, uma estridente e curvílinea, loura, ruiva, morena, etc. e um homossexual, experiente e competente comunicador, que se entretém, e à plateia, a falar de paus... Quanto ao júri própriamente dito temos, primeiro os chefes, os especialistas, o que, cá na terra é sinónimo de arrogância, portanto a grunhice abunda. Mais no caso dos que se levam mais a sério. Não queriam mas tem que ser, dizem eles. Todos temos que ganhar o nosso, digo eu. Depois temos as boazonas de serviço. Neste caso se uma é a presunção feita ingenuidade, uma boa rapariga boa, a outra é assim uma espécie de misto entre "tesão à solta" (abençoada!) e savoir faire. Na variável popular temos um cantor que não canta mas encanta as ditas massas ( isto é a inveja a falar ) e, no outro lado, aquele que é talvez o maior conjunto de banalidades ambulantes que já se viu, e o ar importante e decisivo com que ele decreta as suas leis! Por fim, mas não menos importante, os machos da ordem, meninas, e senhoras oblige. Assim, a uma espécie de virgem assustada, por vezes atrevidota, sempre prestes a cair no mais terrível dos prantos ( como as lágrimas sempre marejam naqueles estonteantes olhos!), mas que, todos o sentimos, pode esfrangalhar qualquer um se lhe pedirem muito ( que grande ator! ), corresponde, no outro canal, um poeta, e dos bons, a vender-se. Não lhe chegou o tombo! Tinha que voltar ao lugar do crime. Ainda havemos de acreditar que aquilo foi de propósito. Vi o poeta, há uns tempos, sem aquele artefacto que lhe provoca quedas e, fiquei a pensar que neste caso, ao contrário de Kafka, o zangão transforma-se num ratinho ( grande artista !).

 

Tristeza, melancolia, saudade? Baixos, vestidos de preto, com verrugas e peludos? Silenciosos, desconfiados e acabrunhados? Onde já vai tudo isso! Acabaram-se os, venho da festa..., viva o foguetório!


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"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
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