semtelhas @ 14:43

Sab, 21/02/15

 

Uns mais outros menos quem não tem problemas de infância? mas a questão é o aproveitamento que os outros fazem pelo facto de os ter-mos. Todos. A começar nos progenitores, origem do mal, até ao psiquiatra onde acabamos. Haverá traço mais comum à sociedade atual que a violência latente? E será que esta se exprime mais transversamente noutras circunstâncias, que não seja no trânsito onde todos mais inexorávelmente nos revelamos até ao mais profundo dos nossos cromossomas? E o que dizer do polipropalado civismo? Como interpretar a maneira absolutamente despudorada como em seu nome somos, todos os dias, pura e simplesmente vilipendiados, agredidos, enganados, roubados, muito em especial precisamente por aqueles que mais o gritam, as entidades oficiais, tornando-se elas próprias no paradigma daquilo que alegam perseguir? E se uma qualquer justiça divina desse provas de existência, e protege-se quem ousa-se ser audaz em atos de justa vingança seja lá isso o que fôr? E se os deuses se unissem e as estrelas se alinhassem a favor do desgraçado que foi vítima da maior das bestas, e o salvassem do purgatório após o seu ato de revanchismo? A falta de respeito dos poderosos pelos mais frágeis é assim uma espécie de cognome de uma hipotética História da humanidade, mas seguramente que nunca como hoje, seguramente como amanhã..., esta foi exercida com maiores requintes de cínica  malvadez, onde a venda da alma ao diabo terá atingido tais limites, onde a força da retórica tenha assumido tanta importância! Por fim, mas não menos decisivo nos dias que correm, como avaliar o peso do virtual, das aparências, do parecer por troca com o ser, naquilo que tudo isto significa na terrível máquina compressora do consumismo que nos deprime e mata, tornando a existência em algo permanentemente insatisfatório porque irrevogávelmente em busca da novidade seguinte? Um oásis jamais atingido?

 

E se todas estas questões forem colocadas sob a forma de histórias onde o humor, o suspense, o choque, a surpresa, mas também a verosimilhança que honestamente teremos que lhes reconhecer não obstante o seu caráter limite? Então estamos perante um caso muito sério de talento para transmitir, de uma só penada!, um conjunto de mensagens absolutamente cruciais, como que um GPS para quem queira movimentar-se de uma maneira minimamente inteligente numa qualquer sociedade de ponta dos dias que correm. "Retratos Selvagens", sensacional filme argentino que transborda talento do primeiro ao último minuto.

 

 


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"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
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