semtelhas @ 14:11

Qua, 18/04/12

Refletindo exclusivamente sobre as mais importantes religiões monoteístas, o cristianismo e o islamismo e, somando-lhes a maior não pertencente a este grupo, o budismo, não teísta (não acredita na existência de Deus), abrangemos mais de 80% da população religiosa.

 

Jorge de Sena escreveu uma frase que dizia mais ou menos isto: como é possível alguém poder afirmar que após a morte nada existe? É profundamente estúpido e ignorante proferir tal sentença. Quem o pode provar?

 

Analisando as religiões na sua pureza inicial verificámos que: o cristianismo professando o amor praticado pelo seu profeta Jesus Cristo, dando a outra face, e acreditando numa vida superior após a morte, no céu para os bons, no inferno, lugar de pecadores ou no purgatório, espaço de purificação a caminho do céu; o islamismo através do seu Julgamento Final, onde todos serão avaliados pelas suas ações terrenas, decorrendo daí o seu futuro no Paraíso ou no Inferno; e o Budismo, onde se defende que no cumprimento do seu Carma, cada um vai definir as futuras reencarnações, podemos concluir que a esmagadora maioria dos crentes se recusa a dar por terminado algo que, em boa verdade, nem sequer sabem como começou.

 

Nos dias que correm, de descontrolado consumismo, na base do qual tudo funciona e, à custa do qual uma infíma minoria domina todos os outros, faz todo o sentido o crescimento do ateísmo. Ainda que seja algo intrinsecamente utópico, porque não provável, defender a ideia de que após a morte tudo acaba, faz todo o sentido: aproveite-mos, leia-se gastemos, enquanto cá estamos. Tudo é negócio, a vida torna-se uma espécie de corrida contra o tempo, chegando-se ao cumúlo de fazer sentir culpados, inferiores e incapazes aqueles que não adotam essa atitude. Se não aproveitaste, aproveitasses! Enquanto dá. Uma espécie de chico-espertismo global.

 

O minimo que o senso comum manda é perguntar. Duvidar. Pois se não se sabe a resposta! Qualquer tipo de fundamentalismo é vazio, ôco, por trás só pode ter uma de duas realidades, ignorância ou objetivos inconfessáveis.

 

Vi, há largos anos, um filme Contacto, baseado numa obra homónima de Carl Sagan, no qual Jodie Foster, a protagonista, após ter "estado" num determinado sitio, levada por uma nave espacial, e quando questionada em tribunal se o podia provar, ela, anteriormente cientista empedernida,

acabou como que empurrada, encurralada, a utilizar a única palavra com a qual podia explicar a sensação, inquestionável, de que tinha estado lá: fé.


direto ao assunto:

"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
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