semtelhas @ 19:13

Sex, 13/04/12

Ouvir uma entrevista a Simone trouxe-me algumas memórias.

 

Foi com o Chico que comecei a perceber que as coisas estão longe de ser fácilmente explicáveis (Flor da Terra), que de bons conselhos está o inferno cheio (Ouça um Bom Conselho), da fragilidade da condição feminina (Mulheres de Atenas), da forma que alguns homens privavam outros da sua liberdade (Apesar de Você), ou de um sem fim de hinos ao amor (Rita) e mais que tudo à vida (Vida).

 

E Caetano, Vinicius, Bethânia, Elis, Jobim, João Gilberto, Simone, e mais recentemente a grande Marisa Monte? É maravilhosa a maneira como aquela gente se exprime a cantar, passando alegria, esperança e vontade. Em português. Provávelmente o povo mais musical de todos.

 

Também nos livros o Brasil se faz passar quente e vivo, Machado de Assis (Dom Casmurro), Jorge Amado (Terras do Sem Fim), João Ubaldo Ribeiro (A Casa dos Budas Ditosos) ou Rubem Fonseca (O Seminarista), são escritores de todos os estilos, para todos os gostos, e sempre com aquela marca de exotismo, realismo, qualidade.

 

No cinema há vários realizadores mundialmente reconhecidos. Porque nos diz, duplamente respeito, lembro-me de Fernando Meireles e a sua adaptação do romance homónimo de Saramago, Ensaio Sobre a Cegueira. E que dizer, também deste realizador, do excepcional Fiel Jardineiro, sobre a utilização dos negros africanos como cobaias para medicamentos produzidos por grandes laboratórios mundiais?

 

Ninguém utiliza melhor a televisão que os brasileiros. São o maior produtor mundial de telenovelas. Os estúdios são da dimensão de pequenas cidades e, dentro delas, nascem atores, argumentos e cenários, literalmente. Trata-se já de uma das principais receitas do país, para além de os brasileiros as utilizarem para vender a imagem que lhes interessa para chamar turistas.

 

Para o fim o futebol. Talvez o maior embaixador brasileiro no mundo. Seria fastidioso enumerar o sem fim de futebolistas dali oriundos e credores dos maiores elogios, por todo lado. Só reforçam a ideia daquilo que é a força de ser brasileiro: alegria, criatividade, energia, ritmo, numa palavra positivismo.

 


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"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
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