semtelhas @ 14:06

Seg, 26/03/12

Há personagens muito sábias. O Bejecas do Café Central ( RTP2, 21.45h ) é um deles. Aí por volta do 12º bagaço atinge níveis de lucidez e eloquência raramente vistos. Um autêntico Einstein. Só o combustível é diferente. LSD por bagaço. Quanto a descobertas, igualmente profundas, tanta é a relatividade com que passámos a encarar as teorias dos nossos políticos se sujeitas ao implacável crivo do sábio.

 

Imagino a quantidade de invejosos, que por aí proliferam, quando se apercebem do elevadissímo grau de esclarecimento que vai naquela zonza cabeça. Encontro-me, desgraçadamente, entre tais numerosas e nefastas criaturas. Sobra-me, no entanto, ainda um pingo de humildade e alguma falta de vergonha, só pode!, que me permite, agradecido, deixar aqui algumas questões. Quem sabe ele, ou alguém por ele iluminado, me ouçam. Só esperanças! Vãs, de certeza. Mas sendo esta a última a morrer...

 

Porque será que a cada dez aumentos no preço dos combustíveis corresponde sómente um decréscimo do dito? Atendendo à dimensão do escândalo, à enormidade da "lata" e até,suspeito, inconfessável gozo, com que os beneficiados glosam tanto descaramento, não será possível fazer qualquer coisinha? Continuando Portugal a ter um dos mais baixos consumos, e mais elevados preços dos genéricos, sempre que se tenta qualquer aproximação aos valores europeus, os laboratórios farmacêuticos falam de catástrofe. Que vão falir ou, em alternativa, sair do país. Porque será? Porque é que, sendo cada vez maior e mais visível, o número de pessoas em dificuldades para conseguirem sobreviver, condignamente, o dia a dia, quando a Intersindical convoca uma greve geral são cada vez menos as pessoas a aderir? Terá a haver com a credibilidade dos sindicatos? E os estudantes? Quando se completam 50 anos sobre a revolta de 62, ignição para a libertação e alfobre de alguns dos, raros, bons políticos que temos, que fizeram? Nada. Porquê? Será pouco o tempo para preparar os trapinhos com que, numa manifestação de orgulho, algures entre o serôdio e a ingenuidade, enxameiam as ruas, para, quiça o único, ponto alto das suas formações universitárias: a qeima das fitas? Porque é que os politicos, de uma maneira geral, continuam a tratar os eleitores como se de pessoas absolutamente idiotas se tratassem? Fazendo sempre os mesmos anedóticos, mesmo inacreditáveis discursos, independentemente de que partido se trate, contanto, isso sim, o facto de estarem no poder ou na oposição? Será que ainda compensa? Seremos assim tão estúpidos por continuarmos a ir votar, continuando a dar-lhes crédito? Porque é que será que os principais clubes de futebol continuam a fazer dos árbitros o bode expiatório das suas incompetências e frustrações? Será pelo seu imenso amor e paixão clubística, ou porque gerem os milhões de uma das mais lucrativas atividades da atualidade?

 

Muitas mais questões gostaria de colocar ao mestre, mas sinto que devo ficar por aqui. Por decoro e respeito. E também, devo confessar, porque, fruto de um eventual exagero na requisição de meninges, não quero contribuir para um excessivo consumo de estimulantes. Poderia até levar, sabe-se lá!, a uma fatal overdose.


direto ao assunto:

"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
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