semtelhas @ 15:13

Dom, 10/11/13

 

 

 
 

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semtelhas @ 11:32

Sex, 08/11/13

 

Quase apetece chamar-lhe o livro dos livros, mais de mil páginas absolutamente frenéticas que parece terem sido escritas em completo estado de alucinação tal é a acuidade do relato sob todos os pontos de vista, análise da natureza humana, descrição quer brutal quer poética da natureza, conhecimento enciclopédico das mais variadas áreas, história, ciência, geografia, política, artística (particularmente cinematográfica), etc.. Viagem profunda ao mundo do mal, aos seus mais recônditos meandros e labirintos. Ultraexcessivo, violento, pornográfico, erótico, poético, cientifíco, tolerante, maléfico, subversivo, didático...a vida toda num livro, Arco Íris da Gravidade, de Thomas Pynchon.

 

Ás vezes parece que o autor já viu, já viveu tudo, que leu os livros todos face ao vastissímo manancial de conhecimentos que exibe. Um relato que se desenrola imediatamente após o fim da segunda guerra mundial, ainda antes da rendição japonesa, tempo de confluência de todas as loucuras, exageros, um sentir a libertação através da explosão caótica de festejos quando toda a gente estava  perto do colapso, a atingir o limite do suportável, pelo que tudo é possível, admissível em nome do exorcizar do mal do qual não só ninguém escapa como neles está profundamente imbuído, tornando desesperadas, quase suicidárias as tentativas dele se livrarem.

 

O insano estado de guerra vista como única circunstância em que a natureza humana de exprime em toda a sua verdade e extensão. E o que tem para mostrar não é bonito. O autor relata-o quase desumanamente, num frenesim só possível debaixo de uma qualquer influência externa superpotenciadora de uma inteligência rara no seu poder de observação, retenção e sobretudo de descodificação do mundo circundante. Chega a ser assustador como as detalhadas descrições na maior parte das vezes é tão familiar, o que remete o leitor para essa sensação de fazer parte de um todo muito igual, um cárcere e uma pena perpétua.

 

Como quem tem sobre as pessoas e as coisas uma visão universal, sobre aquilo que de mais profundo, histórico e estrutural elas têm, mas também inserindo-as, as pessoas e as coisas, nas situações, lugares e no tempo mais adequados, no sentido de transmitir a quem lê um vasto conhecimento, em muitos casos insuportável porque incognoscível pela grandeza e complexidade do que pretende transmitir. O sexo como escape para todas as frustações, origem e destino das maiores aberrações. A guerra como justificação para a livre aplicação da vingança e barbárie e, finalmente, as drogas como fuga e procura de redenção a uma existência intrinsecamente infeliz.

 

 

 
 

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semtelhas @ 13:01

Qua, 06/11/13

 

- Blatter goza com Ronaldo - Eis mais um baixote acabado, gordo, amargurado europeu do frio e cinzento norte, desencantado com a falsa felicidade que o poder lhe deu, e ainda por cima bêbado, demonstrando inveja de um europeu jovem paradigma da beleza masculina, do sul do sol e do mar, vencedor em toda a linha graças exclusivamente ao seu trabalho e talento, mesmo contra a vida de intrigas dos Blatters deste mundo.

 

- Estabelecimentos do Pingo Doce resistem a colocar à venda livro de Sócrates - Será por tratar de explicar a tortura, ou mais uma perseguição a outro Sócrates? Estes romanos devem estar loucos!

 

- Luís Filipe Vieira comemorou dez anos à frente do SLB - Muito festejados apesar apesar de coincidirem com a melhor década do FCP. Mas isso deve ter sido por causa do SISTEMA. Parabéns e boa continuação... 

 

- PSD equaciona a expulsão de militantes que não apoiaram candidatos do partido às autárquicas - É assim mesmo! A continuar essa política só lá vão ficar meninos queques ressabiados, inocentes ignorantes dos cavaquistões, lacaios à espera de tacho e senadores decrépitos.

 

- Portas apresentou o guião para a reforma do estado - Cá está uma obra que em tudo corresponde ao autor: faz-se sempre esperar longo tempo, cria enormes expectativas e depois, quando finalmente aparece fala muito e não diz nada. Um incrível embuste que cada vez engana menos pessoas.

 

- Técnico que liderou troika reformou-se aos sessenta e um anos e foi imediatamente recontratado como consultor - Pudera! Antes que apareça alguma besta quadrada estrangeira lá no país dele a aumentar a idade da reforma e a roubar às pensões.

 

- Nuno Crato diz que os portugueses precisavam de andar um ano a trabalhar sem comer para pagar a divída - Ou uma dúzia deles a comer mal e porcamente. Pena é não serem todos para demorar menos.

 

- Médicos colaboraram com atos de tortura em Guantánamo - Falta esclarecer convenientemente se antes, depois ou durante as sessões. É que se foi depois estavam a cumprir o Juramento de Hipócrates. Ou estariam o pôr o pessoal em forma para a festa poder seguir?

 

- Maduro declarou aberto o Natal na Venezuela - Cá está mais um que ainda acredita no Pai Natal! Este é como a pescada, já era Maduro antes de ser maduro.

 

- Portugal, Roménia e Bulgária são os países que consomem menos cultura na europa - Valham-nos as telenovelas, a Bola e o Jogo, os Orelhas e as Rebelos Pintos, mais o Toni Carreira e sus muchachos, a encherem audiências, pavilhões e respetivas contas bancárias. Caso contrário ainda assumíamos a liderança isolada!

 

- Cavaco insiste que não percebe porque é que os partidos não se entendem a bem da nação - Realmente! Ele enquanto politíco partidário e primeiro ministro no ativo mais tempo em Portugal fartou-se de fazer acordos e entendimentos, apesar de nunca ter dúvidas, se enganar ou ler jornais. Terá aprendido isto com o Portas?

 

- Governo bate recorde nos gastos com escritórios de advogados - E depois a leis chegam ao Tribunal Constitucional e são chumbadas! Veja-se a coisa pelo lado positivo, voltam aos escritórios dos amigos para mais pareceres milionários. Hoje para eles, amanhã... para eles.

    


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semtelhas @ 12:06

Seg, 04/11/13

 

Os dias vão-se sucedendo, cada vez mais iguais, cada vez mais pequenos, aquela sensação do corredor de maratona que sentindo as pernas a falhar, o ar a faltar, começa a viver com maior intensidade o momento de cortar a meta, como se isso o poupe à dor quando na verdade lhe diminui a preciosa tomada de consciência de cada segundo que passa, aparentemente reduzindo o tempo que falta para lá chegar, mas só lhe roubando a uma vivência crescentemente tanto mais dificultada pela erosão do corpo, quanto desejada pelo intrínseco e incontornável apelo da mente, a esperança. Uma conta de subtrair apenas razoávelmente suportável quando efetivamente assumida.

 

A inevitável decadência fisíca e mental não raras vezes conduz a um estado de tristeza mais ou menos latente, antecâmara de uma espécie de desistência, não do cumprir das regras mais básicas, e até mais do que essas, de sobrevivência, mas daquela maneira de estar que realmente faz andar a roda e que é própria de gente longe, ou pelo menos ainda ignorando o tal apertar do cerco que a partir de determinada idade se faz sentir e à qual cada um responde o melhor que pode e sabe. O entusiasmo puro, a alegria transbordante, o ribombar de uma gargalhada bem sonante, as vigorosas demonstrações de força e energia dão lugar a outras posturas bem diferentes.

 

Para além da atitude, dita inteligente, e seguramente positiva da manutenção de uma atividade fisíca e mental sistemática e equilibrada, adequada às necessidades e idiossincrasias de cada um, o que verdadeiramente ajuda a compreender e aceitar aquilo que é este grande enigma ao qual chamámos vida, esta existência aqui, algures entre, e fazendo parte do desconhecido, é quando da circunstância de nos ser permitido sentir, sobretudo quando de perto, esse fenómeno vital e absolutamente único da gestação humana, com toda a sua sábia e limpa força de iniciação. O mais extraordinário é o poder avassalador que traz consigo, mesmo quando ainda não passa de uma possibilidade face à sua consumação plena, o que diz muito sobre questões tão etéreas como a fé, o acreditar ou o poder da vontade. 

 

Há acontecimentos que pela sua importância abalam profundamente a forma como se passa a sentir o fluir do tempo, como se, de repente, se tivésse posto uns óculos com umas lentes completamente desconhecidas. Num primeiro momento, ainda debaixo do surpreendente porque íncrivel efeito da noticía, porque há muito aguardada, porque diáriamente milhões de vezes repetida em todas as latitudes, surgem novas cores, novos contornos, a sensação de um olhar de facto renovado. Eis onde reside um espantoso milagre, na mente, enquanto se imagina o que aí vem nas suas várias dimensões. O milagre da continuidade que supera quaisquer fronteiras do tempo e dá serenidade e sentido ao aqui e agora.

 


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semtelhas @ 13:50

Dom, 03/11/13

 

  

 
 
 
 

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semtelhas @ 11:49

Sex, 01/11/13

 

É um hábito já de longa data a entidade que traduz os títulos dos filmes para a mercado nacional, em nome de uma qualquer política algures entre o económicofinanceiro e a idiotice, mas bem longe do verdadeiro interesse público, fazê-lo batizando os ditos com verdadeiros disparates supostamente mais atrativos, no fundo o costume... tentar enganar o pessoal. Raramente tal terá acontecido tão a despropósito como no caso desta fita originalmente intitulada Mude, o nome de um dos protagonistas, e por cá apelidada de Fuga quando na realidade aquilo fala é de encontros das pessoas umas com as outras e sobretudo com elas próprias. É o amor estúpidos!

 

 

 

Nos EUA profundos, lá no Arkansas, mais própriamente nas margens de um rio, locais habitados por gente maioritáriamente isolada e pobre por opção, uma escolha de liberdade, que a geram no seu ventre bipolar, excessivo, zonas de vegetação luxuriante, morna agora e logo a seguir extrema e exigente, por isso nela fazendo criaturas também elas extraordináriamente boas ou intrínsecamente más. Acompanhámos alguns desses raros seres, pessoas rudes nas quais a dissimulação ou a perda de tempo urbanas não têm, não podem ter hipóteses. Porém há exceções. É dessas que o filme fala, do local em que também a pureza e a ingenuidade são absolutamente genuínas.

 

Quase sempre pelos olhos de duas crianças percorremos um caminho onde vamos encontrando gente perdida, uns mais outros menos, no qual elas funcionam como espécie de elo de ligação entre as pessoas que não se conhecem, nem suspeitam da trama em construção que as há-de fazer confluir, pela mão dos miúdos, para um lugar que já estava dentro de cada uma delas próprias mas relegado ao esquecimento ou negação, o da tolerância, da compreensão, do amor autêntico, feito da verdade que tranquiliza. Uma lição só possível porque dada por alguém completamente impoluto e ainda imune aos venenos segregados pela sobrevivência. Magnifíco! 

 


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"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
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