semtelhas @ 14:39

Dom, 02/12/12

 

Expiar, descongestionar...

 

 

 
 
 
 
 



semtelhas @ 13:06

Sab, 01/12/12

 

Parece que, geralmente, a vida de uma pessoa, no que à felicidade diz respeito, se divide em três fases, a primeira, até à adolescência, em que é feliz, a segunda, muito maior, que vai até depois dos cinquenta, em que está demasiado ocupada para o ser, e a terceira e última na qual volta a felicidade.

 

Muito se pode elaborar em torno disto, sendo a interpretação mais óbvia a de que a felicidade só subsiste num estado de ingenuidade ou da sabedoria que vem com a experiência. Todo o longo processo de aprendizagem, digamos assim, pleno de expectativas e ambições, sonhos sôfregamente perseguidos, assumir de compromissos e responsabilidades, e respetivas consequências, trazem descrenças, frustrações, desespero, desejos de vingança e o cinismo. Isto independentemente de se atingir, ou não, o sucesso, no sentido mais usual do termo.

 

A lição que tiro daquela conclusão estatística vai um pouco para além do óbvio. Como se depois de nascermos, fôssemos colocados dentro de um barco que desce um rio, dentro do qual nos vamos deixando ir alegremente e sem preocupações até um certo ponto, após o qual começamos a carregá-lo de tudo e mais alguma coisa, inicialmente em nome da sobrevivência, posteriormente da ambição pelo conhecimento e pelo poder. É também durante esse período que, nem sempre conscientes ou pelas melhores razões, trazemos vidas à vida. Até que chega o tempo em que, porque já demasiado pesado, é preciso começara aliviar a carga ao barco. Face à nossa crescente incapacidade de o conduzir, e também quando percebemos que grande parte do que transportámos pouco mais é que lixo: sejam coisas ou ilusões. A existência torna-se-nos muito mais leve e feliz. Então sentimos como nunca, que o que subsiste da espuma dos anos são as memórias da nossa existência quando partilhada com os nossos semelhantes, e, de entre estes, principalmente das com aqueles que existem fruto de nós próprios. Finalmente compreendêmos o quanto essencial foi o seu amor incondicional, a sua ingenuidade, a confiança sem limites, a sinceridade, a maneira peculiar como olhavam o que os rodeia e a nós próprios. Eles sim, são a verdadeira força e esperança da vida. 

 

Quando uma sociedade deixa de funcionar em função das crianças, desde logo criando condições para que possam ser desejadas sem medos, e depois ensinadas a respeitar a existência comum, está duplamente moribunda, ainda antes de vida já o está de esperança. Um rio sem barcos.

 


direto ao assunto:

"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
procurar
 
comentários recentes
Pedro Proença como presidente da Liga de Clubes er...
Este mercado de transferências de futebol tem sido...
O Benfica está mesmo confiante! Ou isso ou o campe...
Goste-se ou não, Pinto da Costa é um nome que fica...
A relação entre Florentino Perez e Ronaldo já deve...
tmn - meo - PT"Os pôdres do Zé Zeinal"https://6haz...
A azia de Blatter deve ser mais que muita, ninguém...
experiências
2018:

 J F M A M J J A S O N D


2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


subscrever feeds
mais sobre mim