semtelhas @ 14:47

Qua, 11/04/12

Cada dia que passa é mais o que une e menos o que separa Porto e Gaia.

 

O rio Douro é o que mais une as duas cidades, fisíca e emocionalmente. Aquilo que sempre foi encarado como uma barreira natural é, cada vez mais, elo de ligação. Haverá alguma perspetiva mais bonita de Porto ou Gaia do que aquela que nos é dada a observar, dia ou noite, nas margens opostas do rio?

 

Ao longo dos anos as pontes e os transportes teêm-se multiplicado, as distâncias diminuído. As pessoas que, todos os dias, passam de um lado para o outro aumentaram exponencialmente.

 

Algumas das principais forças económicas estão repartidas. No vinho o Porto dá o nome e Gaia as caves. No futebol o FCP tem o estádio num lado e a oficina no outro.

 

Sendo tão vasta a coincidência de interesses das duas comunidades autárticas, continuará a fazer algum sentido falar de dois lados? E o que se poderia diminuir nos custos aproveitando sinergias? Juntando esforços, pensando num espaço mais largo?

 

Deixando de lado alguns "bairrismos" já bolorentos, não é dificil concluir do quanto ambas as cidades podiam beneficiar se unidas. Nasceria uma cidade de outra dimensão, com outro peso mas, também mais equilibrada porque mais completa em todas as suas valências.

 

Há coisas para as quais não é necessário procurar muitas explicações para perceber que correspondem ao que está correto. Tal como as leis fundamentais, cujo espiríto assenta no bom senso imanente do senso comum, o da maioria.

 


 

     


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semtelhas @ 13:37

Ter, 10/04/12

Depois de ver o filme Tabu, do realizador Miguel Gomes, e de ouvir este, juntamente com o produtor, no Camara Clara, fez-se alguma luz na penumbra que é, ou era, para mim qualquer explicação sobre o cinema português.

 

Tudo espremido fica a ideia, insistentemente referida por Paula Moura Pinheiro, que o segredo para o sucesso do nosso cinema, passa pela simplificação de processos, pela adequação, pela positiva, sem choraminguisses, ao possível, focar o essencial. Algures, alguém pedia desculpa ao destinatário da sua missiva, desculpa enviar-te tão grande mensagem, mas não tive tempo para a fazer mais curta. É sabido que o simples é o mais difícil mas, se não fôr procurado tornar-se-á impossível.

 

Pelos vistos, no caso de Tabu, a simplificação chegou por duas vias, uma forçada, a habitual falta(?) de recursos, e outra fruto de uma escolha, avançar positiva e descomplexadamente, com o disponível (até os técnicos fizeram de atores).

 

 

 O que costuma resultar dos esforços para, ingloriamente, disfarçar um complexo de inferioridade, é um colocar em bicos de pés arrogante, pseudo-visionário, dispendiosa mania das grandezas, enfim uma tristeza a que estamos habituados a assistir. É neste equívoco que tem vivido o cinema português, aliás, como poderia ser diferente de tudo o resto? Também nesta área a mania do império nos persegue, impiedosamente.

 

Há um passado que nos persegue. Somos, hoje, um pequeno país, assumi-lo é não exigir mais mas exigir melhor, falemos do que falarmos. Não temos que ser, por fatalidade, um país pequeno.

 

O cinema, talvez por ser uma indústria, por inerência, de grande visibilidade, relativamente recente e portanto, da qual não podemos tirar qualquer beneficío em termos históricos, seja porque exige mais meios materiais, é a área na qual Portugal tem tido mais dificuldade em mostrar as suas indesmentíveis capacidades. A literarura, a música, a arquitetura, mesmo a ciência, aí estão a prová-lo.

 

Este filme, Tabu, como outros álias, estou a lembrar-me por exemplo de Juventude em Marcha, num estilo, ou a Costa dos Murmúrios, noutro, bem como os assumidamente para cinéfilos, filmes de Manuel de Oliveira, ou ainda, alguns de Fernando Lopes, João César Monteiro, Margarida Gil, João Canijo, Edgar Pêra ou Teresa Villa Verde, levam a marca d'agua de um certo estilo português: contido, contemplativo, algo teatral,, poético, nostálgico, sarcástico no humor e, sempre com alguma carga de tragédia.

 

Querer competir com cinema para grandes audiências é querer lutar contra gigantes, uma condenação ao fracasso. É na assunção daquilo que somos, no gosto e profissionalismo de o mostrar que está a resposta. Talvez o poder central possa, e deva dar uma ajuda, mas o essencial não passa por aí. Está no gostar de nós próprios, enquanto portugueses, auto-estimarmo-nos, todos. O meios hão-de aparecer.

 

 

 

 


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semtelhas @ 14:02

Seg, 09/04/12

 

 

A Família Golovliov, livro de um autor russo, cujo nome me recuso, sequer, a tentar escrever, é uma daquelas obras que se estranha antes de se entranhar.

 

 

Estória construída à volta da matriarca de uma família russa da segunda metade do séc XIX, naquela época um imenso país sombrio, ignorante e dominado por uma élite despótica e uma igreja, longe de Roma, mergulhada em adorações, crenças e mitos medievais, ou quase.

 

Mulher intrinsecamente forte, primeira a tirar a família das garras da miséria e da dependência do alcoól, tinha como principal arma de defesa e ataque a avareza. Ao longo da vida foi fazendo de todos quantos a rodeavam beneficiários(?) e vítimas da sua lei. Filhos e netos em particular sentiram na pele, trágicamente, impotentes, a crescente e implacável loucura que acompanhou a mãe e avó até ao fim.

 

Autêntico ensaio sobre a arte de ser avaro o autor mostra-nos todo o caminho, e suas incidências, percorrido como uma espécie de suave loucura, por um dos filhos da matriarca.

 

Fazendo uso de uma atitude que vai muito para além da hipocrisia, ou do vulgar egoísmo, este homem convence-se estar, de facto, no caminho da razão, no sentido de ser o único verdadeiramente justo. De  atrocidade em atrocidade, num constante despir de qualquer resquício de humanidade, vai-se fechando num crescente autismo, feito de solidão e egocêntrismo, isolando-se no alto da sua torre de marfim.

 

É do alto desta que acaba por cair, não repentina mas lentamente, à medida que a degenerescência vai avançando. Aquilo que tudo justificou, a riqueza, acaba à mercê dos anteriormente perseguidos, massacrados e, sobretudo, utilizados como de bestas de tratassem. Tal como lobos esfaimados sobre a presa, rápidamente a reduzem a nada.

 

Claramente à frente do seu tempo, este texto continua absolutamente atual. Admirável reflexão sobre o assunto, podendo classificar-se como romance, é muito mais que isso. Prova-o o facto de não ser tanto o decobrir das sequências do enredo, mas das consequências deste, o que mais prende o leitor. Avarentos? quem não os conhece? A literatura está cheia deles. Basta pensarmos em Charles Dickens. Tratando-se de um tema intemporal, nesta obra é de tal forma dissecado que podemos, realmente, desvendar todos os seus truques e, quem sabe? evitar de neles cair. Uma lição!


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cores da lua @ 10:17

Dom, 08/04/12

 


 

Há seres humanos, dotados da uma capacidade, singular, de despertar as nossas emoções de uma forma suprema. Sentir, Joshua Bell, é um deles.

O meu reino, por um concerto, deste Homem.


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semtelhas @ 18:04

Sex, 06/04/12

Olhó bom dropeóchiclééétee.

 

 

Finais dos anos 60, estádio das Antas durante os jogos do FCP. Aos domingos à tarde. Eu, 10, 12 anos, com o meu pai na superior norte.

 

O grito éra-nos familiar, eu aguardava-o impaciente, uma vez ouvido o chamamento e detetada a posição não o perdia mais de vista, já de braço no ar!  Depois era esperar que o rapaz, um pouco mais velho que eu, 14 anos? chegasse perto de nós. Para isso tinha que vencer várias barreiras: atender pedidos, fazer trocos, subir ou descer escadas, sempre  com o tabuleiro, rebuçados, picolés, sandes, pasteis, etc. pendurado ao pescoço. Um prodígio de equilibrio.

 

Quando finalmente chegava, sorriso na cara, misto de simpatia, própria e espelho da minha satisfação, " dois de amendoim torrado ". Aquilo vinha envolvido em açucar caramelizado e era o meu primeiro golo da tarde. Ás vezes, quando estava sol, também lhe comprávamos um bivaque feito com folhas de jornal. E pronto, ela lá continuava a sua tarefa até ao início do jogo, voltando ao intervalo. Nunca reparei se assistia ao desafio até ao fim. A verdade é que só tornava a lembrar-me dele dali a quinze dias, no próximo jogo.

 

Quarenta e cinco anos depois, durante aquelas conversas prévias que se fazem com alguém a quem queremos confiar um qualquer trabalho em casa, vem à baila o comum amor clubístico ao FCP, eu, tinha dez anos quando comecei a ir às Antas, ele, também eu, era vendedor, nas bancadas. Ele ali estava, em comum com o rapaz que eu tinha conhecido, para além dos mesmos olhos de um azul raro, aquela mesma simpatia, aquele sorriso sedutor que ontem vendia picolés hoje serviços de empreiteiro. Combinámos uma data.

 

Juntamente com dois filhos, na casa dos vinte, trabalha por conta própria e a coisa lá vai rolando. O mais velho chegou a estar emigrado em Espanha mas a crise trouxe-o de volta. Quando voltou tive que lhe dar trabalho, que podia eu fazer? perguntava-me.

 

Durante a semana que esteve a trabalhar em minha casa pude abservar um homem cansado, parece ter mais dez anos do que os que tem, já a ser vergado pelas dificuldades respiratórias pelo muito pó, tinta e verniz que lhe forram os pulmões. Tal qual os revestimentos que aconselha para os tetos e paredes que arranja com visível gosto e profissionalismo. Ficam parece veludo, promete. Não era melhor usarem máscaras? pergunto. Não dá jeito, começamos a suar, as mãos estão sujas...não dá. E um encolher de ombros. Faltou dizer que também não dava para ter o cigarrinho no canto da boca. São trinta por dia, comecei aos seis, a apanhar baronas. E começa a fazer contas, são cinquenta vezes trezentos e sessenta e cinco vezes trinta. Não vale a pena. Seria precisa uma máquina de calcular.

 

Também observei os filhos. A mesma educação imaculada do pai, e a simpatia, o sorriso. Sempre a dar-lhe, sem interrupções. O pai, volta e meia tagarela com o mais novo, deve ter puxado à mãe, aspeto "intelectual", os anglicismos da informática todos na ponta da lingua. O outro de vez em quando lá vai dando um ar da sua graça com uns assobiosinhos, canoros. Tranquilidade e harmonia. Gente bem educada.

 

No fim da semana despedi-me do sr. A e dos filhos. Se tudo correr bem, para o ano vamos fazer por fora, disse-lhes. É só fazer um telefonema, disse o pai. Ou enviar um e-mail, disse o mais novo. Desejámo-nos, mutúamente, saúde.

 

Entrei, tudo impecável, a obra acabada, tudo limpo! Para os meus botões, hoje aprendes-te mais qualquer coisa, talvez nada de novo mas ali, objetivamente comprovado, está um homem que sem nunca ter vida fácil, conseguiu o essencial, o mais importante na vida de qualquer homem: faz o que gosta, sente-se bem na sua pele, vê-se que é feliz,  e já se fez continuar transmitindo os mesmos valores aos filhos, também eles a imagem da tranquilidade, da segurança. Longe das baronas e dos pregões do pai. Uma vida melhor!

 

 

 

 

 


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semtelhas @ 13:47

Qua, 04/04/12


  

O mar estava revolto, vivo, o cheiro, superficial mas envolvente, a fresco, a lavado, chegáva-nos empurrado pelo vento norte, também ele fresco, de frio. Trazia-nos o mar e tiráva-nos as flores e os arbustos da areia, agora inodoros.

 

Ainda há dois ou três dias, do mar chão, só os odores da vida nas rochas, agridoces e, da vida na areia, sim, fragâncias multiplas, inebriantes, aqui uma, ali, já outra. Quentes e profundas, secas pelo vento sudeste. Livres de diluições disfarçantes, misturas igualizantes.

 

Na infinita procura de equilibrios, sinónimo de sobrevivência, a Natureza distribui naturezas distintas, cruzamentos: para o norte frio e dissoluto, dissolvido e asséptico, a profundidade nos homens. Por ela empurrados para dentro, de casa, de si próprios. Verticais.

 

Para o sul a horizontalidade. O liso da superficie. Atraídos para o por todos os exteriores os homens exteriorizam. Chega-lhes, saturando-os e agarrando-os para sempre, o hipnotismo das cores, dos cheiros, dos excessos.

 

Por cada Sibelius um Vinicius, por cada Inarritu um Bergman, por cada Thomas Mann um Gabriel Garcia Marquez, e, por cada Paul Gauguin um...Paul Gauguin.

 

Em Gauguin a metáfora e ponte para a capacidade de adaptação. O tempêro ou o equilibrio da centralidade. Hoje a soprar do norte, amanhâ do sul. Ora frio, ora quente. Rigidez e elasticidade. Multivalências. Domínio.


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semtelhas @ 13:15

Ter, 03/04/12

Schopenhauer, pessimista, o prazer, na vida dos homens, mais não é do que interrupção na dor da qual esta é feita. A felicidade? Só quando anulado qualquer resquício de vontade. A aceitação.

 

Rousseau, optimista, os homens são, por natureza bons, realizam-se na procura, em conjunto, de melhores respostas para a sua vivência em comum. Encontrá-las, a felicidade. O inconformismo.

 

 

 

Vivemos tempos de aceitação, de conformismo. O fechar de um ciclo. Quanto tempo vai demorar? Quão fundo vamos? Qual o custo? Alguém saberá?

 

Aqui, como em todo o bloco sócio-económico em que estamos inseridos, o sentimento profundo que algo está mal, que muito terá que mudar e a incerteza nas respostas.

 

Talvez a constatação de que os recomeços tem a sua origem não nas guerras e nas revoluções, também elas causas do que é mais intrinseco, a verdadeira génese: o crescente mal estar, generalizado, resultante da incapacidade, incontornável, de um ser humano viver, muito tempo, lado a lado com outro num contínuo avançar da degradação fisíca e moral.

 

A epidemia pelo contágio da desconfiança, da intolerância, do medo, da violência. Depois nem liberalismo nem humanismo, sobra a miséria. A tristemente tardia conclusão que, só pela dor e sofrimento percebemos que é em conjunto que podemos encontrar a felicidade.

 

De volta aos filósofos. Ambos com a razão! Mas... um de cada vez e inseparáveis na visão, histórica, de conjunto.

 

Conclusão: estamos condenados a entendermo-nos.

  


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cores da lua @ 22:03

Seg, 02/04/12

Nem de propósito hoje, por acaso, comi gelatina, hoje, por acaso, conheci o noisy jelly.

 

 

1973 - 2012,  39 anos separam estes 2 vídeos

 

10 min, água, pó de ágar-ágar, conhecimento e creatividade, o suficiente para demonstrar que a electrónica pode ter uma nova estética.

Tecnicamente, o tabuleiro de jogo é um sensor capacitivo as variações da forma, a concentração de sal, a distância e a força do contacto do dedo são detectados pelo tabuleiro e transformam-nas em um sinal de áudio. Estamos na era do touch, depois do touchscreen, o touchjelly!

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semtelhas @ 13:41

Dom, 01/04/12

Marilyn Monroe e Elisabeth Taylor ou o instinto e a inteligência.

 

 

 A propósito do filme, Fim de Semana com Marilyn, fraquinho, mas com a grande virtude de nos mostrar os bastidores da rodagem de, O Príncipe e a Corista, no qual a atriz contracena com Lawrence Olivier, e da leitura do livro, Quem tem medo de Virgínia Woolf, que tem numa das suas adaptações para o cinema, uma versão com Liz Taylor e Richard Burton, percebi quão certeira pode ser a máxima, os extremos tocam-se.

 

Duas horas de total deleite, absorvendo, quase sentindo, a doçura, a suavidade, a alegria e vivacidade, a meiguice do olhar e das posses coquete e, no fim, a fragilidade feita força, a da sensatez de quem sabe o que é e o que, e para que, vale. Numa palavra talvez a melhor e mais acabada demonstração do que é o feminino, na sua versão mais estrita. Marilyn Monroe é o seu paradigma. Toda ela instinto: fêmea, doce, perspicaz, protetora, de uma beleza devastadora de eficácia e fatalidade. Completamente carente de afetos enquanto criança, arrastou consigo para esse precipicío sem fim, procura inglória de sentimentos fora do seu tempo, homens e mulheres que enfeitiçou, atraindo-os para a sua armadilha feita de beleza e submissão, desesperado pedido de carinho, nunca suficiente, tardio. Foi, inevitávelmente, a principal vitima do seu jogo. Morreu precipitadamente e jovem.

 

 

Elisabeth Taylor participou em muitos filmes e, quase sempre com grande brilhantismo. Cleópatra, O Gigante, Gata em Telhado...etc., são exemplos de desempenhos memoráveis, mas, em Quem tem medo de Virginia Woolf, raia a perfeição. Mulher de rara beleza foi, por isso, protagonista em muitos filmes em que esta era essencial. Não foi o caso em Quem tem medo....Aqui faz o papel de uma mulher que foi bonita, que, mantendo alguns encantos está acabada, consumida por uma vida feita de equívocos. Raramente terão sido feitos filmes tão azedos, na linguagem, no conteúdo, na mensagem e, também, de tão elevada qualidade e intensidade dramática. Avassalador! Juntamente com Richard Burton, dá-nos uma interpretação de tal forma verosímel que, quase somos levados a acreditar que, por ironias da vida, o argumento coincidia com a realidade de ambos, à data entre casamentos e divórcios. Morreu tranquilamente, com oitenta anos.

 

Duas mulheres tão radicalmente diferentes, uma totalmente instintiva a outra completamente cerebral, com tudo o que estas diferenças implicam, sobretudo quando, aqui,o instinto induz à ternura, ao carinho, ao maneirismo e é carente e, o racional, no caso, significa inteligência, frieza, calculismo e independência. Em comum a beleza rara, ainda assim manifestando-se diferentemente, luminosa a de Marilyn, profunda e enigmática a de Liz Taylor. Mas aquilo em que estas duas deusas verdadeiramente se tocam e completam é na construção e acabamento do Feminino. Digamos que cada uma delas representa um paradigma, está num dos extremos. Como se cada mulher tenha, fatalmente, algo de uma e de outra. Como se na união de ambas possámos adivinhar todas as mulheres.


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"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
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