semtelhas @ 15:13

Qua, 08/02/12

Joel Costa é quem faz apresenta este programa, segundas às 13 ou 23h, na Antena2. Sob os mais diversos pontos de vista filosóficos, politicos, economicos, musicais, cinematogáficos, literários, etc., etc., Joel Costa disseca as várias questões que a moral suscita. Sempre com música adequada ao que vai sendo dito, não no sentido de nos embalar mas sim despertar, com sentido de humor e assente numa boa pesquisa acerca dos temas, vamos sendo embalados, quase sem dar conta que estamos a enriquecer, e muito, os nossos conhecimentos. Como a essência do programa está sempre na dictomia entre o que é moralmente correto ou não, temos sempre presente o contraditório, o que é um móvel fantástico para a absorção das ideias. Como tudo isto é temperado, quase sempre, com pequenas estórias a propósito, que sempre nos provocam algum tipo de  estimulo, quando nos apercebemos passou uma hora. É seguro que não vamos perder o próximo programa.


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semtelhas @ 14:48

Qua, 08/02/12

Woody Allen dizia que Hitler, sempre que ouvia o seu autor preferido, lhe dava uma vontade irressistível de invadir a Polónia.

Esta afirmação pode levar a pensar tratar-se de uma música em crescendo, poderosa, qual marcha até à vitória final. Nada mais falso. O que, concerteza, fazia de Wagner o preferido de Hitler, é o mesmo que o fará o preferido de muitas das pessoas que o ouçam. É uma música que pela sua harmonia dominante, aquela que está sempre presente, pela sua profundidade, sensibilidade, enfim beleza, toca para sempre quem se por ela se deixe tocar. Digámos que traz à superficie aquilo que cada um de nós tem de mais intrinseco. Óperas como Tannhauser, a tetralogia e, acima de todas Tristão e Isolda, proporcionam momentos de verdadeiro encantamento.

 


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semtelhas @ 14:03

Qua, 08/02/12

 

 

Juan Carlos Onetti, o mais conhecido escritor uruguaio, umas vezes através da visão exterior do narrador, outras pelos olhos do personagem central, transporta-nos a um mundo decadente, pobre, corrupto, apodrecido. É com mestria que somos levados pela mão ao convivio com os mais pobres e indigentes, a respirar o ar solobro que respiram, a cheirar o cheiro que exalam, a perceber a dimensão da sua derrota. Negociámos com os mais corruptos e sujos donos daquele pequeno mundo, onde está ausente qualquer vestigío de moralidade. Sofremos e lamentámo-nos com os, poucos, esclarecidos, já vencidos e desistentes. Dramática, ainda que talvez incontornável, a absoluta incapacidade de deixar de jogar aquele jogo, do qual já todos sabem o resultado final. A força da vontade e a capacidade de alguns contra o desleixo, apatia e incapacidade de quase todos. No fim todos perdem, mas ninguém parece importar-se. A interiorização do desespero e a transformação do mesmo em violência e loucura é a única saída. Para todos.

 


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semtelhas @ 13:26

Ter, 07/02/12

Ultimamente têm sido recorrentes as opiniões segundo as quais Ricardo Araújo Pereira vendeu a alma ao diabo, leia-se mercado ou capitalismo. Tratando-se de uma pessoa que, de facto, tantas vezes diabolizou o poder, os poderosos e o que eles representam, a ser verdade, não deixa de ser surpreendente. Ou não?

Possuídor de características superiores na capacidade de observação, expressão, acutilância na resposta, ironia, imitação e de memorização, isto tudo sob um base cultural vasta, falta-lhe, infelizmente, a serenidade e tolerância dos verdadeiramente grandes. Não é, por isso, tão inteligente quanto, quase sempre arrogantemente, se julga.

Dir-se-á que ainda é jovem, que, porque tão brilhante, lhe falta a paciência para a mediocridade reinante, ou que é fruto da sociedade implacável em que vive, que gera precisamente este tipo de heróis, superracionais, e tristemente amargos.

Quem joga a tática do olho por olho, dente por dente, acaba por receber a resposta na mesma moeda.

É atentar na forma como, num período de vacas magras para todos, aquele que podia ser um dos arautos dos mais fracos anda entretido a ganhar milhares, a dar voz, sim, mas a uma das mais poderosas formas de alienação dos mais fracos, um canal televisivo. Legitimo? Obviamente. Mas quem vestiu outra casaca foi o RAP. Ficava-lhe bem assumi-lo. Caso contrário ninguém o vai largar, nem os estúpidos e incompetentes jornalistas, nem os colegas na TSF, nem o cada vez mais distante público. Quem lê os seus artigos na Visão começa a sentir um certo desconforto pela contradição entre o que RAP aí escreve e aquilo que se adivinha ser a sua prática no dia a dia, certamente bem mais facilitados por uma gorda conta bancária, do que os da esmagadora maioria de nós. Basta assumi-lo, o povo, esse seu ( antigo ? ) amor, voltará a cair-lhe nos braços, sempre compreensivo, sempre tolerante ( os asnos ? ). Não pode, no entanto, adiar por muito mais tempo, às tantas já nem os Gatos, na televisão o safam. Por mim, espetador assíduo, espero impaciente.

Parecendo dificil esta poderá ser tarefa fácil para RAP. Basta aprender com Herman! Esse sim, verdadeiramente grande!  

 

***

 

 

 


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semtelhas @ 11:57

Ter, 07/02/12

trailer

É sabido e mais ou menos comummente aceite que só damos valor às coisas quando as perdemos. Também é vulgar a ideia que se a cada crime corresponder um castigo será retomado o caminho certo. A persistência num estilo de vida onde o bom senso escasseie conduzirá, na maior dos casos, a um qualquer tipo de indigência. Consensual.

Aquilo de que poucos desconfiariam é que a irredutabilidade da derrota decisiva, a absoluta incapacidade de redenção, o castigo final consubstanciado nas trevas, não tenha que significar o inferno mas sim a descoberta, pelo único caminho possivel, para o amor.

Esta surpreendente interpretação do destino da humanidade é-nos dada pelo magnifico filme Perfect Senses. Perfeitamente adequado aos dias que correm no que aos "pecados" diz respeito, stress, egoísmo e raiva, a estes faz corresponder, a cada um deles, a sequente perda de um dos orgãos dos sentidos. Acrescente-se que tudo isto se passa ao nível global sendo, por isso, fácil perceber a dimensão do caos resultante. Sem o minimo recurso a quaisquer tipo de efeitos especiais mas sim, a bons atores, belos planos, a côr certa e sobretudo à enorme verosimilhança de  um argumento no qual todos nós nos sentimos representados. Dificil esquecer.


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cores da lua @ 20:27

Sex, 03/02/12

" Não ter vivido de forma mais verdadeira é o maior arrependimento de quem está a morrer  (Por Ana Tomás)

A enfermeira australiana, Bronnie Ware, editou um livro sobre os cinco maiores arrependimentos que os pacientes sentem quando estão em estado terminal.

 

“Os Cinco Maiores Arrependimentos das Pessoas à Beira da Morte", título da obra, expõe aquilo que as pessoas mais lamentam não ter feito durante o seu percurso de vida, tendo como base testemunhos que a enfermeira recolheu durante os anos em que trabalhou em unidades de cuidados paliativos.

 

Citada pelo Guardian, Ware refere que os pacientes davam frequentemente respostas comuns quando questionados sobre o que mais se arrependiam de não ter feito. No topo está o facto de terem vivido em função das expectativas dos outros, em vez de terem vivido de acordo com as suas próprias convicções.

 

“Este era o arrependimento mais comum a todos”, afirma a enfermeira, acrescentando que “quando as pessoas se apercebem que estão a morrer e olham para trás é fácil perceber que muitos dos seus sonhos ficaram por cumprir. A maioria não realizou nem metade deles e acaba por perceber que não o fez devido às suas próprias escolhas”, explica.

 

Assim, o segundo maior arrependimento é “ter trabalhado tanto”, uma resposta dada sobretudo por pacientes do sexo masculino que lamentaram não ter acompanhado o crescimento dos seus filhos e passado mais tempo com as suas mulheres, por estarem sempre a trabalhar.

 

Em terceiro lugar estão os sentimentos reprimidos. “Gostava de ter tido coragem para expressar os meus sentimentos”, foi outro dos grandes desejos não concretizados manifestado pelos pacientes de Bronnie Ware.

 

Não ter mantido mais o contacto com os amigos e não se ter permitido ser mais feliz são os quarto e quinto maiores arrependimentos.

"


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semtelhas @ 15:13

Sex, 03/02/12

O Artista é o cinema na sua versão mais pura. Não há nesta filme o mais pequeno truque para além da ilusão que é, em si própria, a arte de fazer cinema. Aqui o fingimento não precisa de côr ou palavras faladas, menos ainda de explosões ou efeitos especiais. Não precisa sequer de um único beijo nos lábios. Uma estória de fazer chorar as pedras da calçada, magnificos atores, uma gestão perfeita da música e dos silêncios, fazendo com que os espectadores, durante estes, se possam auto-avaliar perante o que estão a assistir criando assim um elo de ligação fortissímo entre a ficção e a realidade. Compensa deixar o cinismo à porta e deixarmo-nos embalar naquele faz de conta completamente assumido, honesto e transparente. Pode parecer uma contradição que quem fez esta obra-prima ao mesmo tempo que nos faz rir, chorar, temer ou suspirar de alivio, parece dizer-nos constantemente, não estamos aqui para enganar ninguém, mas é ao que assistimos e que resulta em pura arte, e, arte pura.

 

 

..........................O Artista (Trailer).........................

 


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semtelhas @ 20:25

Qua, 01/02/12

 


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semtelhas @ 15:49

Qua, 01/02/12

Passou hoje de manhã num telejornal, uma responsável da Deco a informar-nos das principais queixas chegadas a esta organização, telecomunicações, serviços financeiros e outra da qual agora não me recordo. A pivot de serviço pôs aquela expressão que poria se a notícia fosse a propósito da quantidade previsível de cardumes de sardinha  a navegar ao longo da costa, ou outra qualquer, enquanto a entrevistada ía dizendo de sua justiça. Que as operadoras de telecomunicações nos confundem todos os dias, que os bancos se estão a marimbar para nós, que a EDP e as Águas só não nos enganam se não puderem e que as prometidas garantias na venda de eletrodomésticos não passam de contos do bandido. Aquilo não durou cinco minutos, havia pressa, um video de um indígena qualquer a tocar piano com o céu da boca tinha que entrar, e era já, devia gritar alguém ao ouvido da pobre locutora. Esta, afivelou um sorriso de felicidade plena, e nós lá continuámos a ser alegremente aldrabados ( para não dizer outra coisa também terminada em rabados ).

Não seria uma ideia interessante a famosa, diligente e mui combativa Fátima Campos Ferreira fazer um Prós e Contras sobre este assunto. Se calhar até conseguia boas audiências, afinal ( quase ) todos temos razões de queixa. Claro que não podia levar lá toda a gente, para que todos falassem um bocadinho e ninguém dissesse nada, apesar de, pronto, apareceram e assim ela agradou a toda a gente. Mas não é isso que ela quer, ou é? Já basta o que tem de ser, obediência ao patrão como ainda muito recentemente, e noutras ocasiões, tivémos ocasião de comprovar.

De um lado os queixosos, poucos mas bons mais a Deco para dar perfil institucional e competência, do outro os oportunistas e outros istas, a moderar uma FCF suficientemente informada para não ser iludida mas não tanto ( ? ) que se ache capaz de dar soluções porque, ou se modera ou se opina. Tantos Prós e Contras a discutir semana sim, semana não, temas tão menos importantes e, no fim absolutamente inconclusivos!

Neste caso, se o programa servisse para que as pessoas abrissem mais os olhos e arrebitassem as orelhas, em atos tão simples como pagar a conta da luz ou da água, pedir um empréstimo, assinar um contrato com uma operadora de televisão por cabo ou comprar uma varinha mágica, se isso acontecesse talvez a FCF, fizesse verdadeiramente jus à fama que, ainda, tem e, qual padeira de Aljubarrota, ajudasse a inflingir uma pequena derrota, não aos poderosos espanhóis mas aos cada vez mais gulosos donos destas verdadeiras máquinas de fazer dinheiro vendendo  ilusões a quem delas tanto precisa para sobreviver.


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"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
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