semtelhas @ 12:41

Sex, 26/07/13

 

Já conhecíamos Édipo da mitologia grega, das labirínticas emoções e sentimentos entre mãe e filho, mais tarde Freud ajudou a perceber a complexidade da questão, agora chega este Paixões Proibidas, inspirado num romance da prémio Nobel, Doris Lessing que, por caminhos paralelos, explora e, porque não? esclarece, um pouco mais o problema.

 

 

Uma amizade entre duas meninas, depois mulheres, depois mães de dois rapazes, que todos afasta e a tudo resiste, literalmente, e que se consuma não na mais que provável relação sexual, mas sim nesse tipo de relação com o filho da outra. Sempre subjacente, pairando por cima de todos, o incesto, que, não existindo, moralmente quase, o tal quase, acontece. Não entre filho e mão biológica, mas com a segunda mãe, aquela que sempre esteve presente desde a mais tenra idade, para todos os efeitos. Primeiro viver e aceitar essa realidade contra todas as regras e preconceitos, depois a questão prática da diferença de idades como justificação para acabar com o pecado.

 

Independentemente dos aspetos muito certinhos, bem a jeito, para contar a estória, paisagem paradisíaca com clima a condizer, belissímas casas, convenientes profissões liberais e respetivos altos rendimentos, gente bonita, o que aqui mais interessa é o argumento que, mesmo algo romanesco, serve com eficácia a mensagem sem tirar o leitor/espetador do sério. Para isso muito contribuem as magnifícas interpretações das duas mães, ao ponto de ser difícil cair na realidade de que as senhoras estavam a fingir. Sobretudo Naomi Watts. Impressionante!

 

Mais uma vez a confirmação de que não há mundos perfeitos. Uma interessante demonstração de que só existimos em função do olhar do outro, sem o qual ficamos reduzidos a nada. Daí a importância de onde provém esse sopro de vida. Quando chega de alguém que, outra vez quase, somos nós mesmos, continuamos sózinhos, ou seja, não existimos. Ou como alguém dizia em jeito de conclusão, viemos ao mundo para sofrer.

 


direto ao assunto:

"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
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