semtelhas @ 10:59

Sex, 28/06/13

 

É a sensação que fica ao ver Até à Eternidade, o filme norte americano dos anos cinquenta.

 

 

 

   

De início, aquela sensação de ingenuidade latente, mas depois, conforme os minutos vão passando, vamos sendo enfeitiçados por aqueles belos personagens, em todos os sentidos, interpretados por Burt Lancaster, Deborah Kerr, Montgomery Clift, Donna Reed e Frank Sinatra. Como outros tantos argumentos baseados na II Guerra Mundial, e em particular no ataque a Pearl Harbor, este tem essa característica que o distingue que é o facto de todo a ação decorrer num quartel das tropas dos EUA no Havai, mas acabar precisamente quando os japoneses bombardeiam a ilha.

 

E isso faz toda a diferença. Não se trata portanto de um filme de guerra tradicional, só é possível ouvir bombas nos últimos cinco minutos, mas sim do relacionamento entre pessoas numa situação com os contornos efémeros próprios de quem percebia que, a qualquer momento, tudo aquilo podia alterar-se. O resto é uma apaixonante viagem por sentimentos tão raros, o lutar pelos valores em que se acredita, seja a defesa incondicional da liberdade pondo, voluntáriamente, a própria vida em risco, pela vocação individual contra tudo e todos, em circunstâncias que aparentemente aconselham a desistência, a opção pelo amor sincero, mesmo quando isso signifique demonstrá-lo através da maior, mas também mais difícil prova, concedendo a liberdade ao ser amado, ou a eleição da amizade pura e desinteressada como espécie de pano de fundo para qualquer relacionamento saudável.

 

Descontadas as questões óbvias que ali surgem claramente ultrapassadas, naquilo que é essencial este filme continua absolutamente atual, pelo que constitui um real prazer vê-lo, pela lufada de ar fresco que representa nestes tempos quase exclusivamente materialistas.


direto ao assunto:

"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
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