semtelhas @ 13:10

Ter, 23/04/13

 

Um destes dias ouvi na televisão qualquer coisa que o Carreira ía estar na televisão ontem à noite. Avisei logo as minhas amigas para me lembrarem. Adoro o Toni!

 

Afinal devo ter ouvido mal. O que deu foram uns senhores a falarem daquelas coisas, que está muito mau, que é preciso mais isto e mais aquilo, que eu bem avisei, e não sei que mais. Sei que não estava lá o Toni, eu nem desliguei porque pensei que nos íam fazer uma surpresa como ás vezes fazem a sra D Júlia e a Fátima Lopes, mas não, acho que o programa devia ser sobre as carreiras daqueles senhores, por isso me enganei.

 

Mas pronto, até gostei. Havia um velhote que ralhava muito com os outros que ficavam cheios de medo a olhar para ele. Deve ser  mais uma daquelas pessoas que tenho visto muitas vezes, como é?, Ecomistas? Ai não, isso são as mistas só com legumes do café da Zezinha. Economistas, é isso! Não percebi bem o que ele disse, só que estava tudo mal, que já não tinha esperança porque é velho, que se não se fizer assim e assado vamos todos para a Grécia. Aqui pensei logo que não quero deixar a minha casinha. Falava muito alto e do pagode e as pessoas riam-se, e eu também me ri porque quero é ver toda a gente feliz. Não sei porquê, mas deviam deixar este senhor, ou um dos outros todos que estão sempre a falar na televisão,  tomar conta disto, pela maneira como  falam de certeza que sabem onde está o mal.

 

Como eles se tratavam todos por sr. dr. não fiquei a saber o nome deles, mas eram todos muito simpáticos, menos o velhote, e devem ser pessoas muito importantes. Por acaso também não gostei muito de um russo barbudo que estava lá que estava a dizer umas coisas que me fizeram lembrar o filho do meu antigo patrão, que Deus tem, que quando o pai morreu nos juntou lá no refeitório e começou com a mesma conversa, qualquer coisa da renovação, do investimento ou lá o que é, da produtividade, que tínhamos de trabalhar mais, como se fôssemos de ferro!, e mais uma data de coisas que não percebi nada. Só sei que mudou aquilo tudo, trocou uns para aqui outros para ali, as pessoas começaram a ficar chateadas e ele respondía-lhes que se não estavam bem que se pusessem melhor. E foi o que eu fiz e quase toda a gente fez. Deu-nos a carta para o desemprego e passado uns meses fechou. O pai ainda fazia muita falta, mas a culpa também foi dele! O filho só andava lá pelas escolas, nunca esteve um dia na fábrica, como é que ele podia perceber alguma coisa daquilo?

 

O outro rapaz novo fazía-me lembrar o menino Tomás, o namorado da menina Raquel que é filha da minha senhora certa. Depois tenho mais duas ou três, depende, para passar a ferro e assim. Parece-me que devem ter andado no mesmo colégio, acho que é para os militares. São mesmo parecidos, as pessoas quando eles falam ficam muito caladas espantadas a olhar para eles, com aquele aspeto! Sempre impecáveis! Tudo do bom e do melhor! E aquela maneira de falar devagar para a gente perceber bem o que eles querem dizer, com aquele olhar assim mesmo de frente! Pronto eu sei que são militares mas até assustam um bocado! Andam para aí a falar em guerra e não sei quê, mas eu estou descansada porque de certeza que estes militares não vão deixar ninguém fazer-nos mal.

 

Depois havia outro que parecia o meu médico de família, uma joia! Tive tanta sorte, é o melhor lá do Centro de Saúde. Só ele é que fazia um bocado de frente ao velhote, mas a medo, até parecia que a seguir lhe ía pedir desculpa. Não percebi porquê, mas eu também não percebo nada. Falou muito em justiça, nos mais novos, que ainda há esperança, que é preciso mudar mas com a ajuda de todos, e o velho do outro lado aos gritos a dizer que não há tempo prá justiça, que não adianta porque os srs ministros só complicam, que nos está, como é que ele disse?, na massa do sangue, mas ao mesmo tempo dizia que a vida é muito simples! Não percebi nada! Mas lá está, é como eu digo, ele até diz que é muito simples, porque é que nunca põem estes senhores lá no governo?

 

Ah! Já me ía esquecer! Também lá estava aquela senhora, qualquer coisa Ferreira...ou Lima, toda tesa que já vi outras vezes. Ontem parecia que estava um bocado triste, ou então foi o raio do velhote que assustava toda a gente. Tinha um vestido preto curto e justo e rendado do peito até ao pescoço, os senhores também íam muito bem, tudo a condizer! Ela está um pedaço duma mulher! A minha avó é que tinha razão, gorda e bonita! Só espero que na próxima semana em vez de falar das carreiras de mais senhores importantes como estes, leve lá o Toni, só ele é que nos dá alegrias.

 


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"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
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