semtelhas @ 14:09

Qui, 11/04/13

 

 

Hoje a Aguda estava triste e cinzenta

No areal há um grupo que se lamenta

Mar revolto, indomável não dá tréguas

Cabisbaixos, fartos de tantas esperas

Barcos tombados, alinhados na areia

Quadro bizarro, medo da maré cheia

Perto deles deambulam cães, gaivotas

Também eles matam as horas mortas

No muro da estrada passeiam caracóis

Se há sol ali preparam redes e anzóis

Mulheres de avental lavam caixotes

Janelas e portas, espreitam velhotes

Vento sudoeste, núvens e algum azul

Pouca esperança enquanto sopra sul

Infeliz sina do mar estar dependente

Do seu estado d'alma vive, morre gente

Lá ao longe avaliam se podem arriscar

Memória calada revê quem ficou no mar

De soslaio, mulheres e velhotes a dizer

Não nós, mas crianças precisam comer

Talvez um ou outro esqueça o temor

Quem fica em terra rezará com fervor

As mãos calejadas, os sulcos do rosto

Vidas duras, no horizonte o desgosto

Incerto e efémero isto de ser pescador

Mar, sol, vento, frio, calor e também dor

 


direto ao assunto:

"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
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