semtelhas @ 13:30

Sex, 24/02/12

No manual de psicologia pelo qual estudei no secundário, havia uma definição de humanista que consistia numa silhueta humana em cujo peito dominava um coração enorme e, uma outra, do político, que só diferia da primeira no tamanho do coração, neste caso muito mais pequeno. Terá sido um humanista que disse, a felicidade corresponde à ausência de medos e, provávelmente um politico quem disse, o medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo. Por simples dedução matemática a conjugação destas duas frases resulta na conclusão de que a felicidade é a liberdade e vice-versa. Ou seja, frases ditas por homens de naturezas completamente diferentes podem querer dizer a mesma coisa. Poderão? Foi sempre pelo medo que as sociedades foram criando os seus escravos. Hoje não é diferente. O que mudou foi o tipo de medos utilizados para atingir os mesmos fins. Há no entanto um fator comum, omnipresente nesta equação, a ignorância. Foi sempre esta a ferramenta que ajudou a fabricar multidões infelizes e aterrorizadas. Se no passado se mantinha a ignorância pela pura e simples sonegação de conhecimentos, hoje ela é alimentada por uma inflação de informação, na sua esmagadora maioria sem qualquer conteúdo passível de tornar as pessoas mais capazes para enfrentar e contornar as dificuldades mas, conducente á criação de um qualquer tipo de necessidade, para competir é preciso corresponder a um determinado perfil estético, ter um determinado número de bens ser, enfim, uma sorridente, alegre e vencedora criatura. Talvez compense parar um pouco para pensar, sair do turbilhão que tudo engole, igualizando, arrebanhando, criador de falsas felicidades e verdadeiras escravaturas. Dir-se-á que se foi demasiado longe, que já não há recuo possível, e desse modo, mais uma vez se utiliza o medo como anesteziante. Cabe a cada um de nós dele se libertar para ser feliz. De belas palavras, de magnificas frases de extraordinários conceitos, estamos todos nós, humanistas, politicos e comum dos mortais, fartos. A felicidade pratica-se, a cada momento, perguntando-nos, mas de que é que tenho medo?, o que de pior me pode acontecer?, e descobrir que há sempre uma solução, uma saída, e ter a coragem de, convictamente avançar.

direto ao assunto:

"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
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