semtelhas @ 12:57

Qua, 22/02/12

As Benevolentes, de Jonathan Littell e Se Isto É Um Homem de Primo Levi, são dois livros que têm como tema a 2ª guerra mundial.

O primeiro mostra-nos a guerra através dos olhos de um oficial alemão que a viveu do inicío ao fim, passando por vários cenários, Alemanha, Polónia Ucrânia e União Soviética. Livro que resulta da exaustiva procura de documentos comprovativos, durante anos, do posteriormente relatado, é uma longa e esclarecedora narrativa do que é a guerra. Para além de tudo o resto explica-nos como os alemães começaram a perdê-la. Quando se decidiram pela Solução Final, o aniquilamento, puro e simples, de todos os judeus. A resolução de problemas tão básicos como o de terem que fazer desaparecer milhões de corpos, dificuldades miniciosamente relatadas, contra o esquecimento, arrasaram completamente a moral dos nazis, que, tendo começado a questionar-se se estavam no caminho certo, na sua esmagadora maioria, acabaram por avançar, numa completa insanidade mental, alimentada a ódio, alcoól, drogas e sobretudo por uma fatal falta de humildade em reconhecer que estavam errados.

 

 

Se Isto É Um Homem é escrito na primeira pessoa, por Primo Levi enquanto prisioneiro em Auchwitz e Birkenau. Este livro é a prova maior de que, tal como nos é demonstrado em As Benevolentes, a partir de determinado momento, era impossível os alemães ganharem a guerra.

 

A vontade, no sentido mais nobre e intrinseco do termo, e o sentido de justiça são inquebrantáveis. Cai um, caem milhões, mas sobrará sempre alguém para olhar, acusador. Terá sido concerteza extremamente dificil a Primo Levi, no meio de todas as privações, inenarráveis sevicías, absolutas indignidades, conseguir tirar as notas que viriam a tornar-se nesta obra paradigma da humanidade. Aguentámos tudo, ou quase, assim estejámos convencidos na posse da razão.

Refletindo sobre estas obras não deixa de ser curioso como, se por um lado estes autores tão bem conseguiram expôr a guerra ao ridiculo, por outro, pensando nos dias que correm, se fica com a amarga sensação de que talvez, só talvez, também ela terá o seu lado positivo.


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"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
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