semtelhas @ 12:24

Seg, 28/01/13

 

Não resistiram à pressão generalizada e, percebendo que seria demais, provávelmente a estocada final, que inevitávelmente se viraria contra eles como avisadamente os mais sensatos de entre as suas fileiras adivinhavam, desistiram da anunciada destruição da RTP.

 

Ainda assim não nos livrámos das incontinências dos vaidosos do costume, Laurel e Hardy da (baixa) política portuguesa, Relvas e Borges, os quais, cada um no seu estilo destilaram mais uma vez veneno e ressabiamento, o que só vem provar um mau perder de batoteiros. Que haviam boas oportunidades para privatizar a RTP e que já não é preciso mais austeridade, dizia no mesmo dia que o governo anunciou desistir da privatização daquela, António Borges, um Grilo Falante ao contrário, a má consciência deste executivo. Estará o homem doente? Se fôr o caso melhor seria que se centrasse na recuperação que, sinceramente, lhe desejo. Já à noite, o Relvas esfalfava-se todo durante o telejornal, debitando desajeitadamente um chorrilho de desculpas, enquanto a sua linguagem corporal gritava frustação e amargura, por ter que desistir daquele que tinha sido o seu cavalo de batalha e mais forte razão para se manter no poleiro que ocupa. O que falta para o misturar no galinheiro comum?

 

Anunciam agora uma restruturação num tom de ameaça lamentável e que não promete nada de bom. O nosso primeiro ainda ontem se apressava a dizer que a mesma já estava em curso, o que é evidente, o problema é que agora tem à perna o adjunto encarregado do assunto, de freio nos dentes e, como ele muito bem sabe, menino para lhe acrescentar mais problemas aos muitos que o afligem. Será que a sua cada vez mais notória teimosia, não o vai deixar ver que manter o dito no governo é conviver diáriamente com uma espécie de bomba relógio?

 

Entretanto o que tem sido dado a ver da nova grelha de programação da RTP1 é claramente positivo, sobretudo pela aposta no que é nacional sem serem estupidificantes telenovelas. Independentemente da menor qualidade aqui e ali, a verdade é que, como se diz em linguagem futebolística, só jogando se pode evoluir. Ao longo de décadas foram dadas várias falsa partidas aquando de tentativas deste género. Esperemos que esta seja para valer. Uma aposta continuada em programas baseados em assuntos importantes da nossa história enquanto país, ou de matérias que tenham haver com questões intrínsecas à sociedade que somos, qualquer abordagem que, para além do entretenimento, tenha como pré ocupação o cuidado de tratar temas que promovam o bem estar da população a médio/longo prazo. Condição indespensável para pode ser considerada um bem público, digno desse nome e merecedor do dinheiro que todos nós com ele gastamos. Quanto à RTP2 continua no segredo dos deuses aquela que será a sua nova programação.

 

Esta última questão pode indiciar o objetivo, de momento inconfessável, de, mais cedo do que agora pode parecer, privatizar um dos canais da televisão do Estado. O que não tem que ser necessáriamente mau, porque se calhar a nossa dimensão enquanto audiência televisiva não permite mais que um canal público, mas, dirão os privados, suportará três privados? Direi que para os portugueses importa sobretudo pagar o menos possível pela melhor televisão pública que lhe possa ser oferecida. Quanto ao resto deverá ser, aqui sim, o mercado a mandar. Porque que é que as televisões privadas hão-de ser artificialmente protegidas?

 

Enquanto Portugal fôr dominado pelos maiores grupos de influência, a solução encontrada para resolver os problemas passará sempre por sobrecarregar o pagode, o que a longo prazo, sempre se vem a verificar não resultar. Um ciclo vicioso. Será desta?


direto ao assunto:

"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
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