semtelhas @ 11:49

Sex, 25/01/13

 

Argo o nome por que ficou conhecida a operação de resgate de seis norte americados, dos EUA, do Irão em 1980, mantida em segredo até Bill Clinton a ter tornado pública, e assim possibilitado que tenha sido realizado uma ficção com o mesmo título.

 

 

 

Raramente se terá feito um filme com este tipo de conteúdo sem que na ação central do argumento, o resgate própriamente dito, e até durante toda a fita em geral, tão pouco se tenha recorrido a cenas de violência, nem tiros, nem explosões, nem lutas corpo a corpo, práticamente nada, quase exclusivamente cerebral. Este facto já seria notável se atendermos ao sucesso que obteve, mas é muito mais.

 

Cameça por dar um enquadramento histórico dos acontecimentos totalmente honesto, colocando desde logo os EUA na posição nada simpática de explorar um país durante quatro décadas, por via de lhe impôr um líder fantoche, não mais que lacaio defensor dos seus interesses, que vivia como autêntico nababo enquanto a população definhava, e quem tentava reagir era destruído às mãos da polícia que o protegia. Quando, inevitávelmente, surge o salvador, os excessos passam para o outro lado da barricada.

 

É neste cenário que a ação decorre, onde a mistura entre a fição e imagens reais daquela época resulta na perfeição, o que é fácilmente verificável. e admirável, pela semelhança entre ambas. Um trabalho excecional, ainda assim superado pela mestria como a questão da utilização de Holywood na operação é conseguida. A ideia original, e real, de recorrer aquilo em que os EUA são mais fortes, lado a lado com a sua força militar, aqui descartada em favor do mundo do faz-de conta foi genial. A forma como o realizador faz a sua adaptação para este filme, desmontando esse universo poderoso mostrando-no-lo como se de um titubeante castelo de cartas se tratasse, ficção em toda a linha, mas extrordináriamente eficaz se bem gerido, aplicanco este mesmo efeito à ação do resgate é fabulosa. Para além do mais empresta ao filme um ambiente de suspense elevadissímo.

 

Quase duas horas eletrizantes onde não somos dispensados, bem pelo contrário, de raciocinar, enquanto assistimos a um relato que procura ser honesto e verosímil em todos os sentidos, sobre uma das mais espetaculares operações de resgate de que há memória.


direto ao assunto:

"O medo de ser livre provoca o orgulho de ser escravo."
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